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Governador de SC é acusado de interferir em investigação eleitoral em Lauro Müller

Ofício enviado à Polícia Federal afirma que delegado foi removido após interferência política ligada ao prefeito do município.

SC: Jorginho Mello é acusado de interferir em investigação - 31/07/2026 - Mônica Bergamo - Folha

LAURO MÜLLER — O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, é acusado de interferir em uma investigação sobre suspeitas de caixa 2 e compra de votos nas eleições municipais de 2024 em Lauro Müller. O caso envolve o prefeito Valdir Fontanella (PP), apontado como suspeito no inquérito.

O procedimento tramitava em sigilo e foi encaminhado à Polícia Federal em 18 de março de 2026 pelo delegado Antônio Márcio Campos Neves, da delegacia regional de Criciúma. O envio ocorreu porque a apuração trata de crime eleitoral e envolve suspeitas relacionadas ao governador catarinense.

Remoção de delegado

No ofício, Neves afirma que Flávio Lima e Silva Júnior, delegado responsável pela investigação em Lauro Müller, foi removido após interferência política de Fontanella junto ao governador. O documento também aponta que a delegacia local não teria estrutura para continuar o trabalho: além do novo delegado titular, o efetivo teria apenas um escrivão e uma agente de polícia.

O governo de Santa Catarina declarou que Flávio Lima e Silva Júnior deixou a delegacia porque foi promovido por tempo de serviço. Segundo o órgão, ele assumiu a comarca de Orleans, município vizinho onde já trabalhava.

A administração estadual também afirmou que “negar de forma injustificada a promoção por tempo de serviço de um servidor público configura uma ilegalidade administrativa grave”. Na avaliação apresentada pelo governo, a medida poderia resultar em ato de improbidade administrativa e infração disciplinar para o gestor.

Suspeitas na campanha

Uma denúncia apresentada ao Ministério Público Eleitoral em 2024 afirma que empresas ligadas a Fontanella teriam movimentado recursos não declarados à Justiça Eleitoral para financiar a campanha dele naquele ano.

De acordo com a denúncia, cheques de R$ 10 mil a R$ 60 mil eram levados a uma lotérica. Depois, os valores seriam sacados em dinheiro vivo por integrantes da campanha. A prefeitura de Lauro Müller não respondeu aos questionamentos.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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