GUARAPARI — O serviço de inteligência da Polícia Civil identificou o imóvel onde um homem investigado por comandar uma organização criminosa estava escondido em Guarapari. A prisão ocorreu nesta terça-feira (22), em uma ação conjunta das equipes da Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) de Aracruz e da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari.
Ao perceber a chegada dos policiais, o investigado quebrou o próprio celular, em uma tentativa de impedir o acesso ao conteúdo do aparelho. Durante as buscas no imóvel, as equipes encontraram drogas. O material levou à lavratura de um auto de prisão em flagrante por tráfico, além do cumprimento de mandados judiciais.
O homem, de 24 anos, é apontado pela polícia como principal líder de uma facção com atuação no distrito de Barra do Riacho, em Aracruz. Contra ele havia mandados de prisão preventiva e temporária expedidos pela Justiça de Aracruz. Após saber que era procurado, ele teria deixado o município e passado a se esconder em Guarapari.
Investigações sobre o grupo
Segundo a Polícia Civil, mesmo à distância, o suspeito continuava exercendo funções de comando ligadas ao tráfico de drogas e a ações violentas. A organização é apontada como ligada à facção Terceiro Comando Puro (TCP) e também é investigada por homicídios e episódios de tortura contra moradores e usuários de drogas.
O delegado Vicente Pellegrino, titular da Denarc de Aracruz, afirmou que moradores suspeitos de repassar informações às forças de segurança e usuários com dívidas eram submetidos a agressões e sessões de tortura. “As investigações também apontaram que o suspeito participava dessas decisões e tinha a palavra final sobre as punições impostas pelo grupo”, disse.
De acordo com a polícia, algumas agressões eram gravadas e enviadas à liderança da organização. As investigações continuam para identificar e localizar outros integrantes.
O detido foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. Pellegrino declarou que a polícia pretende localizar os demais envolvidos e interromper as ações violentas e o tráfico atribuídos ao grupo.








