BAURU — Um médico de 33 anos foi preso preventivamente depois de invadir o apartamento da ex-namorada, uma estudante de medicina de 24 anos, e ser baleado dentro do imóvel. O caso ocorreu nesta terça-feira (8), em Bauru, no interior de São Paulo.
A Polícia Militar informou que Diogo Pereira Borges entrou no condomínio pulando o muro, percorreu as escadas e depois subiu pela parte externa do prédio até o sexto andar. Câmeras de segurança registraram a movimentação. Segundo a corporação, ele teria entrado pela janela do apartamento e estaria armado.
À Polícia Civil, a estudante contou que estava dormindo quando o ex-namorado entrou no imóvel. De acordo com o depoimento, ele fechou a porta de entrada e disparou duas vezes contra o próprio corpo. Um dos tiros atingiu o abdômen; o outro passou de raspão pela cabeça e acertou uma janela. A jovem não se feriu.
Atendimento e decisão judicial
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência levou Borges ao Hospital de Base de Bauru. Ele passou por cirurgia e continuava internado em estado grave, sob escolta policial. A Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar, responsável pela administração do hospital, informou que os familiares não autorizaram a divulgação de detalhes sobre a condição de saúde do paciente.
A prisão em flagrante foi convertida em preventiva nesta quarta (9). O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que a presença do médico foi dispensada na audiência e que a decisão considerou as informações apresentadas pela autoridade policial no processo. “Após receber alta hospitalar, ele deverá ser requisitado para uma nova audiência de custódia”, informou o TJ-SP.
A estudante disse ainda que o relacionamento havia terminado uma semana antes e que o médico não aceitava a separação. A arma foi jogada pela janela e localizada pelos policiais. A polícia não esclareceu a quem pertencia o revólver.
Borges será investigado por violação de domicílio e porte ilegal de arma de fogo de uso proibido pela Delegacia de Defesa da Mulher de Bauru. A perícia ainda deve produzir laudos, enquanto a polícia apura a autoria dos disparos.







