Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Mensagens mostram cobranças por recursos para o filme Dark Horse

Conversas atribuídas a Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel registram pressão para liberar aportes e resolver pagamentos do filme sobre Jair Bolsonaro.

Pressão para liberar recursos a ‘Dark Horse’ foi intensa e constante, revelam mensagens de Vorcaro

Mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro mostram cobranças recorrentes para liberar recursos destinados a Dark Horse, filme de propaganda sobre Jair Bolsonaro (PL). Os diálogos também registram a tensão de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, diante dos atrasos no financiamento da produção, descrita pelo banqueiro como “o mais importante disparado”.

Em 20 de janeiro de 2025, Zettel avisou que o responsável pelo filme o pressionava e havia enviado um fluxo de pagamentos. No dia anterior, Thiago Miranda, então sócio do site do jornalista Léo Dias, havia indicado que aquela era a data-limite para o primeiro aporte.

No dia 21 de janeiro, Zettel pediu orientações a Vorcaro enquanto tratavam de um fluxo de “55,5 milhões”. O banqueiro perguntou se o filme estava incluído, mas recebeu a resposta de que o valor correspondia a “10 de 2.5 de dólares”. Uma semana depois, Vorcaro reforçou a prioridade da produção e afirmou que não poderia haver nova falha.

Impasses para os pagamentos

Em 29 de janeiro, Zettel relatou que a empresa criada para fazer as operações não tinha cadastro suficiente para enviar os câmbios do filme. No dia seguinte, informou que o repasse seria de “2M de dólares” e voltou a pedir uma definição sobre a empresa responsável pelo pagamento. A cobrança continuou no dia seguinte, às 8h35. Mais de oito horas depois, Vorcaro perguntou se o filme havia sido feito. Zettel respondeu que aguardava a definição da empresa e disse que a situação lhe causava preocupação.

Em 3 de fevereiro, a lista de pendências de Zettel ainda incluía a resolução do filme. Vorcaro questionou o atraso, enquanto o cunhado pediu a liberação de uma TED e a indicação da empresa que faria o pagamento. Em seguida, informou ter enviado uma carta de “34M” para cobrir o filme, o SL e despesas.

A alternativa passou a envolver a Entre Investimentos e Participações, de Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”. Em 5 de fevereiro, Vorcaro orientou que o dinheiro fosse enviado por essa estrutura. As conversas indicam a organização de uma rota financeira pela qual circulariam mais de 60 milhões de reais supostamente destinados a Dark Horse.

Transferência e novas cobranças

Em 6 de fevereiro, Thiago Miranda informou a Vorcaro que o pagamento do filme estava parado. O banqueiro respondeu que operações anteriores haviam sido devolvidas e que havia problemas para fazer o câmbio. Em 11 de fevereiro, Zettel disse ter repassado a operação ao “Mineiro”, que também enfrentava dificuldades. Vorcaro exigiu uma solução naquele dia.

Três dias depois, Zettel compartilhou um comprovante de transferência de 2 milhões de dólares da Entre Investimentos para o Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos, sob responsabilidade do advogado Paulo Calixto, aliado do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro.

As cobranças continuaram. Em 12 de março, Miranda informou que somente a primeira parcela de janeiro havia sido paga. Vorcaro pediu que Zettel acompanhasse os pagamentos da segunda e da terceira parcelas. Em 18 de agosto de 2025, Miranda voltou a relatar que parcelas não haviam sido depositadas na semana anterior. No mês seguinte, Vorcaro afirmou que seu esforço era máximo e que o filme tinha prioridade total.

Vorcaro chegou a pagar mais de 60 milhões de reais por meio do fundo Havengate. O acordo inicial previa cerca de 134 milhões de reais. O financiamento é investigado pela Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes que teriam sido praticados, em tese, por Flávio Bolsonaro.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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