Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Prova, edital e conteúdo em dia
Brasil

MP-SC pede multa de R$ 795 mil a ex-chefe da Polícia Civil no caso Orelha

Ação de improbidade afirma que Ulisses Gabriel usou a exposição do cargo para promoção pessoal durante a investigação.

MP-SC pede multa de R$ 795 mil a ex-chefe da Polícia Civil no caso Orelha

O Ministério Público de Santa Catarina pediu que o ex-delegado-geral da Polícia Civil Ulisses Gabriel pague multa de R$ 795 mil por suposta improbidade administrativa relacionada à condução do caso do cão Orelha. O pedido será analisado pelo juiz responsável, ainda sem prazo definido para decisão.

A ação sustenta que Gabriel teria usado a exposição do cargo para promoção pessoal. Conforme a Promotoria, ele fez mais de 40 publicações sobre o caso e ganhou cerca de 75 mil novos seguidores. No mesmo período, a Polícia Civil publicou sete conteúdos.

O Ministério Público também afirma que o então delegado-geral fazia manifestações políticas e ideológicas em pronunciamentos públicos, incluindo a defesa da redução da maioridade penal e do endurecimento do combate ao crime. As frases “aqui o bambu ronca” e “pau que bate em Chico, bate em Francisco”, usadas durante a investigação, teriam se tornado frequentes na campanha de Gabriel.

Defesa

Em nota, o advogado Mathaüs Agacci afirmou que a atuação de Gabriel ocorreu “no exercício regular das atribuições institucionais da Polícia Civil, no contexto de investigação de extraordinária repercussão social”. A defesa também disse que não há prova de uso de recursos públicos em benefício pessoal nem demonstração do dolo específico exigido pela atual Lei de Improbidade Administrativa.

Segundo o advogado, as acusações de violação de sigilo funcional e abuso de autoridade, que constavam inicialmente da ação civil, foram afastadas pela Justiça. O processo tramita sob sigilo judicial.

Gabriel deixou o comando da Polícia Civil em 2 de março para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa pelo PL. Atualmente, seu perfil reúne materiais de campanha que utilizam expressões empregadas em coletivas de imprensa e nas redes pessoais durante a investigação. As publicações mais recentes não mencionam diretamente o caso Orelha.

Tramitação e investigação

A apuração sobre a conduta de Gabriel começou em fevereiro, com um procedimento preparatório. Em 13 de março, 11 dias após sua saída do cargo, a Promotoria instaurou inquérito para investigar suspeitas de abuso de autoridade e vazamento de informações sigilosas.

Em 13 de abril, a 40ª Promotoria de Justiça da Capital protocolou ação civil pública na 1ª Vara da Fazenda Pública de Florianópolis, com pedido de indenização por dano moral coletivo. A cobrança solicitada corresponde a 24 vezes o salário mensal do cargo, além de R$ 200 mil por dano moral coletivo.

Gabriel negou irregularidades e afirmou que não participou diretamente das investigações. O caso era conduzido pelos delegados Renan Balbino e Mardjoli Valcareggi, que não foram incluídos na ação.

Em março, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina proibiu o Ministério Público de conduzir investigação criminal contra Gabriel, que tinha foro especial como delegado-geral, cargo equiparado ao de secretário estadual. A decisão não impediu investigações administrativas e cíveis.

O caso da morte do cão Orelha foi arquivado pela Justiça em maio, após o entendimento de que não havia evidências de agressão como causa da morte nem provas do envolvimento de menores de idade em um possível ataque.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5