O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) não vai acusar por homicídio doloso o proprietário do trailer onde Erick Sousa, de 12 anos, morreu após sofrer uma descarga elétrica no Itapoã. A decisão diverge da conclusão da 6ª Delegacia de Polícia, no Paranoá, que havia apontado dolo eventual no caso.
A manifestação do promotor Daniel Bernoulli indica que não foram encontradas provas de que o comerciante pretendia matar ou tinha assumido esse risco. Para a promotoria, a investigação ainda pode envolver negligência, imperícia ou fraude processual.
Com essa avaliação, o MPDFT pediu que o processo fosse enviado para a Vara Criminal do Itapoã. A Justiça aceitou a mudança de competência.
Morte e reação da defesa
Erick Sousa morreu em 24 de julho, na quadra 10 do condomínio Del Lago, depois de encostar no veículo enquanto tentava recuperar uma bola. Perícias apontaram descarga elétrica como causa da morte e encontraram problemas na instalação, incluindo uma tomada com defeito que conduzia corrente para a estrutura metálica.
A defesa dos familiares contesta a posição do Ministério Público. Segundo o advogado Leonardo Azevedo, o responsável pelo comércio já tinha conhecimento dos problemas no local. Ele disse que continuará buscando a responsabilização do proprietário e criticou a transferência do processo: “A defesa tem ferramentas muito escassas nessa fase”.







