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ONU aprova mapa Equal Earth com 164 votos favoráveis

Novo modelo busca representar com mais fidelidade as proporções territoriais e substituir distorções associadas à projeção de Mercator.

ONU aprova mapa Equal Earth com 164 votos favoráveis

A Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou o mapa-múndi Equal Earth, com 164 votos favoráveis. Os Estados Unidos foram o único país a votar contra o novo modelo.

Intitulada “Corrija o mapa”, a proposta pretende representar de maneira mais fiel as proporções das regiões do planeta com base em dados científicos. A iniciativa também é apresentada como uma reparação histórica diante das distorções do mapa associado a Gerardus Mercator, usado desde 1569.

Como funciona o Equal Earth

Desenvolvido em 2018 por Bojan Šavrič, Tom Patterson e Bernhard Jenny, o Equal Earth prioriza a preservação das áreas territoriais. O professor de geografia Robson Lucas, do Colégio Sigma, afirma que o modelo representa melhor as massas continentais e é mais adequado à multipolaridade do século XXI.

A projeção anterior preserva os ângulos das rotas, mas distorce as áreas. Ela foi criada para a navegação loxodrômica ligada à expansão mercantil europeia. Como consequência, regiões afastadas da linha do Equador aparecem ampliadas, enquanto África, América Latina e Sul da Ásia são reduzidas visualmente.

Segundo Robson, o novo mapa desloca a Europa do centro visual e reposiciona o Sul Global em sua dimensão territorial. A mudança também influencia debates sobre crise climática, segurança alimentar, transição energética e demografia mundial, ao mostrar com mais precisão o tamanho da África e da Amazônia.

Distorções da projeção de Mercator

Na projeção de Mercator, a Groenlândia aparece com dimensão semelhante à da África, embora o continente africano seja muitas vezes maior. Europa e América do Norte também são apresentadas como massas centrais e desproporcionais.

Robson avalia que a representação reduziu visualmente América Latina, África e Sul da Ásia durante cinco séculos, reforçando a percepção dessas áreas como territórios secundários em extensão, recursos e relevância. Para o professor, “na cartografia, como na geopolítica, não existe neutralidade”.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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