Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Prova, edital e conteúdo em dia
Brasil

Operação investiga envio de maconha vendida como cannabis medicinal em Goiás

Polícia Civil identificou remessas para municípios goianos e apura uso de empresas e associação para dar aparência legal à atividade.

Operação investiga envio de maconha vendida como cannabis medicinal em Goiás

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (15) a Operação Cannabis Faria Lima para investigar uma estrutura suspeita de vender maconha apresentada como cannabis medicinal e distribuí-la para diferentes regiões do país. A apuração começou após os Correios apreenderem uma encomenda destinada a Catalão, no Sudeste de Goiás.

A Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) identificou 137 encomendas enviadas para 18 municípios goianos, entre eles Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Catalão, Trindade e Senador Canedo. Ao todo, a associação investigada teria realizado 2.870 remessas pelos Correios em aproximadamente um ano.

Com base na investigação, a Denarc pediu a prisão temporária de cinco pessoas e o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão domiciliar. A Justiça também autorizou o acesso aos dados dos celulares dos investigados, o sequestro de bens avaliados em aproximadamente R$ 4 milhões e o bloqueio ou a exclusão de perfis e sites ligados à atividade investigada.

Como funcionava a estrutura investigada

Segundo a Polícia Civil, empresas e uma associação supostamente voltada à cannabis medicinal eram usadas para dar aparência de legalidade à venda de flores com alto teor de THC. A plataforma na internet atraía clientes, encaminhava-os para consultas médicas por videoconferência, apresentava um catálogo, negociava os produtos e recebia os pagamentos.

A associação seria utilizada principalmente para enviar as encomendas. A polícia afirma que consumidores eram direcionados a profissionais previamente indicados para obter prescrições médicas. Em um dos relatos, um comprador disse ter sido orientado a se associar à entidade para evitar apreensões e problemas jurídicos.

Na encomenda que deu início ao caso, havia potes com flores anunciadas como “OG Kush” e “Strawberry Kush”. A perícia identificou o material como maconha. Durante a apuração, também foram apreendidas outras remessas, incluindo uma com aproximadamente dois quilos de skunk e outra destinada a Goiânia, com porções da mesma substância e derivados.

Os policiais encontraram ainda uma plantação com centenas de pés de maconha na casa de um dos investigados. A Polícia Civil informou que a empresa e seu sócio não tinham autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar, produzir, fabricar, possuir, remeter, oferecer ou vender os produtos apreendidos.

Os fatos são investigados, em tese, como tráfico interestadual de drogas e associação para o tráfico. A operação teve apoio das Polícias Civis da Bahia, de São Paulo, de Minas Gerais e do Paraná.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5