Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Prova, edital e conteúdo em dia
Brasil

PF aponta atuação de Flávio e Eduardo Bolsonaro na captação para filme

Documentos liberados pelo STF indicam negociações com Daniel Vorcaro e gestão de recursos do filme Dark Horse por Eduardo Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro negociava recursos para 'Dark Horse' com Vorcaro, e Eduardo era gestor do dinheiro, diz PF
Foto: Reuters

Documentos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República indicam que o senador Flávio Bolsonaro participou diretamente das negociações para obter investimentos para o filme “Dark Horse”, sobre seu pai, Jair Bolsonaro. O material também aponta que Eduardo Bolsonaro orientava a gestão dos recursos levantados para a produção nos Estados Unidos.

As informações constam de documentos cujo sigilo foi retirado pelo Supremo Tribunal Federal. A decisão de tornar público o material sobre o Banco Master foi determinada pelo presidente do STF, Edson Fachin, e atendida pelo relator, ministro André Mendonça.

Negociações e valores

Segundo a investigação, Flávio Bolsonaro trocou mensagens com Daniel Vorcaro e pessoas ligadas a ele, encontrou-se com o ex-banqueiro e fez cobranças para que houvesse aportes no filme. O relatório afirma que o senador participou das tratativas sobre financiamento, pagamentos, reuniões e acompanhamento das gravações.

O material aponta que Flávio negociou o repasse de pelo menos US$ 24 milhões, valor estimado em aproximadamente R$ 122,7 milhões. Desse total, pelo menos US$ 12,3 milhões, cerca de R$ 62,9 milhões, teriam sido pagos.

A Polícia Federal também identificou mensagens nas quais Eduardo Bolsonaro dava orientações sobre a administração dos recursos nos Estados Unidos. A gestão seria feita pelo fundo Havengate, ligado ao advogado Paulo Calixto.

Criado em 2020, o fundo não teria movimentado recursos até fevereiro de 2025. Depois, recebeu US$ 2 milhões da Entre, empresa utilizada por Vorcaro para realizar pagamentos relacionados ao filme.

Apuração sobre os recursos

A PF afirma que os elementos reunidos justificam a investigação sobre a origem, o trânsito, a destinação e os beneficiários finais dos valores. A Procuradoria-Geral da República também pediu o levantamento de propostas legislativas apresentadas por Flávio Bolsonaro e pelo deputado Mário Frias que possam ter favorecido Vorcaro ou o Banco Master.

A operação autorizada pelo ministro Flávio Dino apura possível desvio de R$ 750 mil da produção, além do uso de verba pública. Entre os alvos está Mário Frias, que teria enviado R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Gama, também proprietária da Go Up Entertainment, produtora do filme.

Após a divulgação de parte dos documentos, Flávio Bolsonaro defendeu a retirada do sigilo sobre o caso e afirmou: “Para mim, a melhor coisa que pode acontecer é a transparência total sobre esse assunto.”

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5