GOIÂNIA — A Polícia Civil de Goiás investiga a morte de Geovanna Janny Brites Monteiro, de 23 anos, registrada inicialmente como acidental. A jovem morreu no domingo (13), depois de passar uma semana internada no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) com queimaduras graves.
A Polícia Científica confirmou a identidade de Geovanna e apontou as queimaduras como causa da morte. O órgão foi acionado depois que ela morreu, para os procedimentos relacionados ao corpo no hospital. Como não houve perícia no local onde as lesões ocorreram, a instituição informou não ter elementos suficientes para esclarecer a origem dos ferimentos.
Dúvidas da família
Os parentes afirmam que Geovanna havia comprado gasolina em um posto nas proximidades do Hugol antes de sofrer as queimaduras. A família questiona como o combustível foi entregue, se o estabelecimento poderia vender o produto fora do tanque de um veículo e qual recipiente teria sido usado.
A irmã da jovem, Thamires Cristina Soares de Oliveira, relatou que a família só descobriu onde Geovanna estava depois de receber a informação de que ela havia sido levada ao hospital. A versão apresentada pelos parentes sobre os fatos que antecederam as queimaduras ainda não foi confirmada pela investigação.
Desaparecimento
Geovanna, moradora do Jardim Novo Mundo, em Goiânia, saiu de casa para visitar a madrinha, em Goianira, e não voltou. Ela estava desaparecida desde 28 de agosto. A família fez buscas e registrou um boletim de ocorrência.
A jovem foi localizada somente após ser levada ao Hugol, no dia 6 de setembro. Segundo os familiares, eles esperavam que Geovanna se recuperasse e retornasse para casa.
Geovanna deixou dois filhos: uma menina de 8 anos e um menino de 4. Os parentes continuam buscando esclarecimentos sobre o período entre o desaparecimento, a compra do combustível e o momento em que ela sofreu as queimaduras.








