Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Renan Santos propõe controlar autonomia universitária e reformular Fies e ProUni

Candidato do Missão criticou o uso de recursos no ensino superior e defendeu prioridade para ensino técnico, pesquisa e tecnologia.

Renan Santos defende fim da autonomia nas universidades e critica gestão das instituições públicas
Foto: Reprodução/TV Globo

Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, defendeu mudanças na administração das universidades públicas e propôs o fim da autonomia universitária. A declaração foi feita durante um evento da Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil), em São Paulo, nesta quinta-feira (10).

O candidato afirmou que o Brasil investe no ensino superior em patamar semelhante ao de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas não alcança resultados proporcionais. Na avaliação dele, a dificuldade está na forma como os recursos são geridos.

“A gestão das universidades públicas brasileiras é uma porcaria”, afirmou Renan, ao criticar o funcionamento dessas instituições.

Ensino técnico e financiamento estudantil

Em um eventual governo, Renan disse que direcionaria recursos para pesquisa, extensão, produção de tecnologia, saúde, biotecnologia e inteligência artificial. Ele citou Israel, Singapura, China e Japão como referências para essas áreas.

O candidato também defendeu que as universidades públicas deixem de ter autonomia para definir suas prioridades. Segundo ele, as instituições deveriam atender aos interesses da população, já que são financiadas com recursos públicos.

Renan criticou os formatos atuais do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e do Programa Universidade para Todos (ProUni). Para ele, os programas encaminham estudantes para instituições privadas de baixa qualidade e podem resultar em endividamento. A proposta apresentada é restringir o financiamento público a universidades privadas consideradas muito boas.

No ensino médio, o candidato afirmou que pretende priorizar a formação técnica. Ele mencionou o modelo da Alemanha, onde, segundo sua declaração, metade dos estudantes conclui essa etapa com qualificação profissional. “50% dos estudantes saem com o ensino técnico já do ensino médio, prontos para ter um emprego”, disse.

Renan também criticou a valorização dos diplomas universitários sem aumento proporcional da produtividade. Na avaliação dele, o país ampliou o número de pessoas formadas, mas permaneceu estagnado em indicadores internacionais de produtividade. A proposta, portanto, combina a expansão do ensino técnico com o direcionamento de recursos para áreas consideradas estratégicas.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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