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Trabalho eleitoral amplia renda de estudantes e ambulantes no Distrito Federal

Campanhas oferecem atividades temporárias, complementam orçamentos e podem gerar experiência para trabalhadores após as eleições.

Trabalho eleitoral amplia renda de estudantes e ambulantes no Distrito Federal

As campanhas eleitorais no Distrito Federal têm criado oportunidades temporárias de renda para estudantes, ambulantes e outros trabalhadores. As atividades incluem distribuição de panfletos, comunicação, produção de materiais, redes sociais e mobilização nas ruas.

Aos 18 anos, Maria Júlia dos Santos trabalha pela primeira vez em uma campanha eleitoral. Estudante no período da manhã, ela pretende guardar o dinheiro recebido para investir na preparação para entrar em Veterinária na Universidade de Brasília, incluindo um cursinho preparatório.

“Para quem está desempregado e está estudando, ajuda muito. É um dinheirinho que faz diferença, vai me ajudar a provavelmente realizar um sonho”, afirmou Maria Júlia.

A experiência também mudou a forma como ela observa os trabalhadores que entregam panfletos nas ruas. Antes, costumava ignorar a abordagem. Agora, passou a considerar que essas pessoas podem estar trabalhando para obter renda em um período de necessidade.

Complemento para o orçamento

O ambulante Beto, de 57 anos, concilia a venda de bebidas no Plano Piloto com atividades para três candidatos. Segundo ele, a remuneração de uma única campanha não seria suficiente para ajudar nas despesas da casa. Com o trabalho em mais de uma candidatura, ele conseguiu complementar a renda e pagar contas atrasadas.

“Só um não daria para me ajudar. Precisei de pelo menos mais dois para completar e pagar contas atrasadas, me tirar do sufoco”, disse Beto. A esposa também participa do trabalho de panfletagem enquanto ele vende bebidas.

O professor de Economia da UDF José Pagnussat afirma que as campanhas demandam serviços variados e podem aumentar a renda disponível das famílias. Para ele, a atividade também permite que jovens adquiram experiência profissional e que trabalhadores já empregados tenham uma segunda fonte de renda.

Pagnussat avalia ainda que os contatos feitos durante a campanha e as habilidades desenvolvidas podem contribuir para novas oportunidades depois das eleições.

Regras para as contratações

O Tribunal Superior Eleitoral informa que as contratações devem seguir a Lei nº 9.504/1997, conhecida como Lei das Eleições, e a Resolução TSE nº 23.607/2019. As normas tratam da arrecadação, dos gastos eleitorais e da prestação de contas.

Nas Eleições 2026, o TSE estabeleceu limites para a contratação de pessoal destinado à militância e à mobilização de rua. Pagamentos e demais despesas precisam ser registrados e comprovados.

A prestação parcial deve informar a movimentação financeira e estimável em dinheiro registrada até 8 de setembro. O envio dessas informações deve ocorrer de 9 a 13 de setembro. Os gastos declarados podem ser consultados no DivulgaCandContas.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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