Blumenau, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
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RN tem mais de mil pessoas na fila por transplantes, diz Central

Coordenadora afirma que 63% das famílias recusam a doação de órgãos e explica as etapas de segurança do processo.

RN tem mais de mil pessoas na fila por transplantes, diz Central

Mais de mil pessoas aguardam por um transplante no Rio Grande do Norte, enquanto 63% das famílias recusam a doação de órgãos. Rogéria Medeiros, coordenadora da Central de Transplantes do RN, afirmou que o processo é seguro e pediu que a população se sinta mais confiante para autorizar a doação.

Entre os pacientes na fila, mais de 600 esperam por transplante de córnea e cerca de 370 aguardam um rim. Também há cerca de 30 pessoas à espera de transplante de medula óssea. A fila por transplante de coração está zerada depois que o último receptor foi transferido no mês de julho.

A córnea é o tipo de transplante mais realizado no estado e, conforme Rogéria, o procedimento para o receptor é semelhante a uma cirurgia de catarata. O fígado não é transplantado no RN. Entre as doações em vida, a principal é a de rins.

Como funciona a autorização

O processo começa com a confirmação da morte cerebral do possível doador. É preciso aguardar 24 horas para verificar a existência de reflexos e realizar os exames previstos no protocolo nacional de morte encefálica, elaborado pelo Conselho Federal de Medicina. Depois, os órgãos são avaliados, inclusive conforme a idade do doador, para definir quais podem ser utilizados.

A autorização deve ser dada por um parente de primeiro grau. No caso de crianças, pai e mãe precisam autorizar. Um único doador pode beneficiar de seis a dez pessoas. Durante o velório, não há diferença no corpo de quem realizou a doação, segundo a coordenadora.

Os hospitais Walfredo Gurgel e Tarcísio Maia são os maiores notificadores e doadores do estado. A questão religiosa ainda é citada entre os motivos para a recusa, mas com frequência menor. Apesar do aumento nas doações desde 2025, especialmente de córneas e rins, a Central ainda enfrenta necessidade de expansão, déficit de recursos humanos e limitações estruturais.

Neste ano, a Central de Transplantes firmou um acordo de cooperação técnica com o Serviço de Verificação de Óbitos para ampliar as doações de córneas. Também foi realizada a primeira Corrida pela Vida, organizada pela Central e pelo Governo do Estado, com participação gratuita.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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