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Votos de Arruda entram no centro da disputa pelo governo do Distrito Federal

Após a inelegibilidade de José Roberto Arruda, candidatos avaliam como os votos dele serão distribuídos e o impacto no segundo turno.

Votos de Arruda entram no centro da disputa pelo governo do Distrito Federal

A decisão da Justiça Eleitoral que tornou José Roberto Arruda inelegível mudou a disputa pelo governo do Distrito Federal. Depois de pedir aos eleitores que não votassem nele, o ex-governador deixou um potencial espólio entre 15% e 20% do eleitorado, conforme as pesquisas mais recentes mencionadas no debate entre as campanhas.

Os candidatos avaliam duas possibilidades para esses votos. A primeira envolve negociações com Arruda, seus aliados e integrantes da chapa. Paula Belmonte, do PSDB, considera a possibilidade de diálogo com o ex-governador. Candidatos a deputado federal e a deputado distrital também precisam se alinhar politicamente, e parte deles já iniciou esse movimento.

A outra hipótese é a distribuição dos votos por afinidade ideológica. A governadora Celina Leão avaliou que os eleitores de Arruda têm perfil de centro-direita e maior preocupação com gestão, obras e outras propostas defendidas por ela.

A aproximação com Celina já começou com a adesão do Avante, partido presidido no Distrito Federal pelo ex-senador Gim Argello. A legenda é uma das duas que integravam a base de Arruda, ao lado do PSD. No dia do julgamento do TSE, Celina fazia campanha em Ceilândia e não acompanhou pessoalmente a sessão, mas enviou dois advogados ao tribunal.

Leandro Grass, do PT, e Ricardo Cappelli, do PSB, também tiveram boa relação com Arruda, mas não pretendem procurá-lo neste momento. Os dois avaliam que os votos podem se deslocar para a esquerda por rejeição à governadora, apontada como rival comum dos oposicionistas.

Impacto no segundo turno

As campanhas concordam que os votos de Arruda terão influência na definição sobre a necessidade de um segundo turno. Na pesquisa Datafolha divulgada à noite, Celina aparece com 37% das intenções de voto. Os demais candidatos somam 34%: Leandro Grass tem 21%, Paula Belmonte registra 6%, e Ricardo Cappelli, Kiko Caputo e Samara aparecem com 2% cada. Robson, do PSTU, tem 1%.

Arruda reúne 18% das intenções de voto no levantamento e passou a ocupar o centro das projeções para o primeiro turno. Em vídeo publicado nas redes sociais, a senadora brasiliense Damares Alves, do Republicanos, pediu voto útil para Celina e defendeu a eleição da aliada já no primeiro turno. Segundo Damares, isso encerraria crises políticas. Ela também citou o apoio de ex-ministros na elaboração de programas de governo.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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