Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Ciência

Chumbo em papiros carbonizados é alvo de técnica com raios X e IA

Pesquisadores testaram tinta à base de chumbo em um papiro carbonizado para recuperar parte de um texto com imagens de raios X.

Chumbo em papiros carbonizados é alvo de técnica com raios X e IA

O chumbo presente em algumas partes de papiros carbonizados pode ajudar a recuperar escritos antigos que não podem ser lidos por métodos convencionais. A possibilidade foi apresentada em um estudo liderado pela Universidade da Califórnia, Berkeley, nos Estados Unidos, com uso combinado de raios X e inteligência artificial (IA).

Os testes tentaram reproduzir as condições dos materiais encontrados em Herculano, cidade romana soterrada pela erupção do Monte Vesúvio há cerca de dois mil anos. Na mesma ocasião, Pompeia também foi destruída. Os papiros continham textos de filósofos antigos, mas foram carbonizados e enterrados.

Como o método foi testado

Para avaliar a técnica, os pesquisadores produziram um papiro falso com tinta à base de chumbo e carbonizaram a amostra. Primeiro, utilizaram fluorescência de raios X para identificar os elementos presentes e suas quantidades.

Depois, aplicaram tomografia de raios X e um método de criação de imagens 3D, com auxílio de um software desenvolvido especificamente para o estudo. A combinação permitiu recuperar parte do texto no material experimental, inclusive em trechos com níveis mínimos de chumbo.

A busca pelo elemento químico foi proposta porque os raios X conseguem identificá-lo. Em trabalhos anteriores, a IA já havia contribuído para a decodificação digital de alguns pergaminhos de Herculano. Porém, a leitura por raios X enfrentava limitações: a maior parte dos escritos foi feita com tintas à base de carbono, que não são detectadas pela tecnologia.

Os pesquisadores não conseguiram decifrar todo o material, mas afirmam que o procedimento pode auxiliar na leitura dos pergaminhos de Herculano. Os resultados foram publicados na revista Plos One nessa quarta-feira (16/9).

“Isso proporciona um método de baixo risco para desenvolver algoritmos sem colocar em perigo os artefatos de valor inestimável”, afirmou a equipe no artigo.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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