Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Ciência

Pesquisa brasileira sobre ataques de jararacas vence categoria no IgNobel 2026

Estudo de pesquisadores da Unesp e do Instituto Butantan avaliou as condições associadas aos botes de jararacas.

Pesquisa brasileira sobre ataques de jararacas vence categoria no IgNobel 2026

Um estudo brasileiro sobre os fatores que levam jararacas a atacar humanos venceu a categoria Biologia do IgNobel 2026. A cerimônia foi realizada nesta quinta-feira (3/9), em Zurique, na Suíça.

A pesquisa foi conduzida por pesquisadores da Unesp e do Instituto Butantan. O artigo foi publicado na revista Scientific Reports em 2024. O IgNobel reconhece trabalhos científicos inusitados e segue o lema: “Primeiro faz as pessoas rirem. Depois, as faz pensar”.

Para investigar o comportamento das serpentes, os cientistas reuniram mais de 100 jararacas em um espaço preparado para os experimentos. Um pesquisador usava uma bota de segurança, aproximava-se a cerca de 5 cm de cada animal e tocava levemente três regiões do corpo: cabeça, parte central e cauda. Os testes ocorreram de manhã e à noite, enquanto a temperatura das cobras era monitorada.

Os resultados indicaram que o risco de picada foi de cerca de 44% quando a cabeça era tocada. O índice caiu para 20% na região central e para 11% na cauda. A idade e a temperatura também apareceram associadas às respostas dos animais. Recém-nascidos deram mais botes do que adultos, e as fêmeas picaram mais quando a temperatura estava alta.

Além de Biologia, a edição premiou pesquisas em nove categorias. Em Química, o trabalho vencedor comparou a energia do leite de uma espécie de barata com a do leite de vaca. Em Olfato, pesquisadores analisaram a reação dos pais ao cheiro de bebês e adolescentes.

Também foram reconhecidos estudos sobre a definição de beijo, a saúde do solo a partir do enterro de roupas íntimas, o uso da estrutura de mosquitos em impressão 3D, comportamentos reprováveis entre pessoas de classes sociais mais ricas, respingos em mictórios, amizades baseadas em desafetos comuns e a aerodinâmica de assoar o nariz.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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