Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Ciência

Morcegos podem ter surgido na Europa há 65 milhões de anos, indica estudo genético

Análise com 103 genomas e 44 fósseis também associou o surgimento do voo verdadeiro e da ecolocalização a cerca de 50 milhões de anos.

Morcegos podem ter surgido na Europa há 65 milhões de anos, indica estudo genético
Foto: Getty Images

Um estudo genético sobre a evolução dos morcegos indica que esses animais surgiram na Europa há 65 milhões de anos. A conclusão contraria hipóteses anteriores, que apontavam origens asiáticas, africanas ou norte-americanas e uma emergência há cerca de 50 milhões de anos.

Liderado pelo projeto internacional Bat1K, o trabalho reuniu 137 cientistas e foi publicado na revista Nature nessa quarta-feira (23/9). A pesquisa é descrita como o maior estudo já realizado com DNA e fósseis de morcegos.

Foram produzidas novas montagens de genoma para 41 espécies. Esses dados foram analisados junto a 62 sequências já disponíveis, formando um conjunto de 103 genomas. A investigação também incorporou informações de 44 fósseis e incluiu representantes das 21 famílias de morcegos reconhecidas.

Origem do voo e da ecolocalização

Com técnicas avançadas de sequenciamento de DNA e sistemas computacionais, os pesquisadores analisaram também quando surgiram características importantes para a sobrevivência dos animais. A ecolocalização, usada na orientação e na caça, e o voo verdadeiro teriam evoluído há cerca de 50 milhões de anos.

A estimativa foi reforçada pela identificação de sinais dessas habilidades em um fóssil com 50 milhões de anos. Antes, a hipótese era de que essas características só haviam aparecido depois do início da diversificação dos morcegos modernos.

“Com a árvore genealógica certa, tudo mais sobre a evolução dos morcegos começa a se encaixar”, afirmou a coautora Sonja Vernes.

De acordo com os pesquisadores, após o surgimento na Europa, os morcegos se dispersaram para a África, a Ásia, as Américas e a Austrália. O estudo também encontrou evidências de que esses mamíferos desenvolveram uma expectativa de vida maior que a de outros animais de tamanho corporal semelhante e passaram a resistir melhor a doenças graves.

Os resultados devem servir de base para pesquisas futuras sobre as características dos morcegos e podem orientar ações de conservação. Os animais participam da polinização de plantas, da dispersão de sementes e do controle de pragas.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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