Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Ciência

Estudo identifica estratégias celulares associadas à longevidade de morcegos

Análise de oito espécies relacionou defesa contra vírus, controle de células danificadas e resistência ao câncer.

Estudo identifica estratégias celulares associadas à longevidade de morcegos

Morcegos de tamanho semelhante podem ter expectativas de vida muito diferentes. O Myotis nigricans vive cerca de sete anos, enquanto o Myotis brandtii pode chegar a 42 anos. A diferença, de seis vezes, levou pesquisadores a investigar quais características genéticas estão associadas à longevidade no gênero Myotis.

O estudo, publicado em aogsto na revista Nature, analisou genomas quase completos de oito espécies. A busca se concentrou em adaptações relacionadas à duração da vida, ao sistema imunológico e à resistência a doenças.

Defesa contra vírus e controle celular

Os pesquisadores encontraram sinais de seleção positiva em genes ligados à longevidade e a processos relacionados ao câncer. Esse mecanismo ocorre quando características genéticas vantajosas são favorecidas ao longo da evolução e passam a aparecer com mais frequência em uma população.

Também foi identificada uma relação entre genes associados à longevidade e genes envolvidos na interação com vírus. De acordo com os autores, adaptações desenvolvidas para enfrentar infecções podem ter produzido benefícios adicionais, como a manutenção das células e a resistência ao câncer.

As respostas variaram conforme o tipo de vírus. Proteínas que interagem com vírus de DNA apresentaram fortes sinais de seleção positiva. Já as proteínas relacionadas aos vírus de RNA mostraram maior variação no número de cópias dos genes.

Entre os mecanismos avaliados está o PKR, proteína importante para a defesa antiviral. A equipe identificou duplicações antigas ligadas ao gene responsável pela proteína, indicando uma história prolongada de adaptação do sistema imunológico dos morcegos.

O destino das células com danos no DNA

Experimentos com células do Myotis lucifugus, espécie longeva, mostraram como esses organismos reagem a danos no DNA. Em vez de elevar principalmente a atividade dos genes de reparo, as células ativaram mais mecanismos associados à morte celular.

A eliminação de uma célula gravemente danificada pode impedir que ela continue acumulando alterações e se multiplique, processo relacionado ao desenvolvimento do câncer. Assim, os resultados associam a longevidade dos morcegos tanto à resposta contra infecções quanto ao controle de células danificadas.

Os achados não apontam para um único gene da longevidade nem permitem aplicar diretamente esses mecanismos aos seres humanos. O objetivo foi compreender como características diferentes evoluíram em animais que vivem mais do que seria esperado para seu tamanho. Para os autores, as conexões entre imunidade e longevidade podem ajudar a identificar mecanismos biológicos relacionados a uma vida longa e saudável.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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