Uma investigação genômica reclassificou os pinguins-gentoo e identificou a espécie Pygoscelis kerguelensis, até então nunca reconhecida formalmente. O grupo é encontrado especialmente na Península Antártica e em ilhas subantárticas do Hemisfério Sul.
O estudo foi liderado por especialistas da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, e da Universidade do Chile. Os resultados foram publicados na revista Communications Biology em meados de abril.
O que mudou na classificação
Antes da análise, os pinguins-gentoo eram considerados um conjunto formado por até seis subespécies. A avaliação dos dados genéticos mostrou que, na realidade, o grupo reúne quatro espécies distintas. Além de reconhecer Pygoscelis kerguelensis, os pesquisadores reclassificaram outras três populações que eram tratadas como subespécies.
Para chegar ao resultado, a equipe examinou sequências completas do genoma de 64 pinguins, coletados em 10 colônias reprodutoras. As amostras abrangeram quase toda a distribuição geográfica conhecida dos pinguins-gentoo.
Os cientistas também compararam características físicas e comportamentais das aves, como cor, vocalizações, cronogramas de reprodução, dieta e comportamento alimentar. A nova espécie apresenta pequenas diferenças no tamanho do corpo e nos sons emitidos, além de coloração semelhante à dos demais pinguins-gentoo. A principal distinção identificada está na genética, considerada totalmente diferente.
“Há mais de 100 anos, existe controvérsia sobre quantas espécies ou subespécies existem”, afirmou o coautor Rauri Bowie em comunicado. Segundo ele, o trabalho busca discutir a classificação do pinguim-gentoo por meio de abordagens integrativas.







