Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Prova, edital e conteúdo em dia
Ciência

Gatos podem amassar mantas por conforto, mas gesto exige observar o contexto

Especialistas explicam que o movimento tem origem na amamentação e pode estar ligado a segurança, interação social ou estresse.

Gatos podem amassar mantas por conforto, mas gesto exige observar o contexto

O movimento das patas dianteiras conhecido como “amassar pãozinho” não tem um significado único para os gatos. Embora seja comum associá-lo ao carinho pelo tutor, especialistas afirmam que a interpretação depende da postura do animal, do ambiente e da situação em que o gesto aparece.

Origem no início da vida

O comportamento surge durante a amamentação. Os filhotes pressionam as patas sobre a região mamária da mãe, em um contexto marcado por alimentação, calor, proximidade física e proteção. Com o passar do tempo, o gesto pode continuar sendo reproduzido em mantas, almofadas ou no colo, mas assumir funções diferentes.

A bióloga, comunicadora telepática animal e terapeuta integrativa Daniela Gil explica que a origem é instintiva, mas a finalidade pode mudar. Para alguns gatos, o movimento mantém relação mais evidente com a experiência materna. Para outros, está associado principalmente à sensação de segurança proporcionada pela pessoa ou pelo local.

O veterinário Igor Zimovski, diretor da Clínica Veterinária do Centro Universitário UNICEPLAC, afirma que o comportamento também é influenciado pela experiência e pelo aprendizado. Assim, fatores individuais podem interferir na frequência e nas circunstâncias em que o gato realiza o movimento.

O que observar no gato

Não existe uma idade definida para o comportamento desaparecer. Há gatos que continuam “amassando pãozinho” durante toda a vida, enquanto outros fazem isso apenas de vez em quando ou quase nunca. Essa diferença, por si só, não indica um problema e também não permite concluir que houve uma relação melhor com a mãe ou um desmame precoce.

Quando o animal está relaxado, ronronando e com o corpo tranquilo, o gesto pode estar relacionado a conforto, segurança e interação social positiva. Ainda assim, Daniela Gil recomenda evitar a interpretação de que o gato está simplesmente declarando amor. O comportamento pode envolver afeto e vínculo, mas não se resume a uma única mensagem.

Também é necessário observar sinais de tensão. Pupilas muito dilatadas, orelhas voltadas para trás, corpo rígido, tentativa de fuga e vocalizações diferentes podem indicar desconforto. A frequência isolada não é suficiente para apontar ansiedade ou transtorno. A avaliação veterinária se torna importante quando o movimento fica excessivamente repetitivo, difícil de interromper ou interfere na alimentação, no sono, na interação social ou na exploração do ambiente.

Como evitar arranhões

Se as garras machucarem durante o movimento, a recomendação é não punir o gato. Gritar, empurrar ou borrifar água pode provocar medo e prejudicar a relação com o animal. O tutor pode colocar uma manta ou almofada mais espessa entre a pele e as patas, oferecer um tecido que o gato aceite amassar e manter as unhas aparadas adequadamente.

Igor Zimovski orienta que não é necessário eliminar um comportamento normal para reduzir o desconforto. A alternativa é mudar o contexto e oferecer uma opção apropriada. Quando houver sinais persistentes de alteração ou suspeita de dor, doenças dermatológicas ou mudanças neurológicas, a investigação deve ser feita por um veterinário.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5