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Ciência

Saneamento contribui para o clima, mas depende de outras medidas

Tratamento de esgoto e destinação correta de resíduos reduzem emissões, enquanto desmatamento e energia exigem ações prioritárias.

Saneamento contribui para o clima, mas depende de outras medidas

O saneamento básico pode reduzir a emissão de gases de efeito estufa e ajudar na adaptação das cidades às mudanças climáticas, mas não é suficiente para conter sozinho o aquecimento global. Quando os serviços funcionam de forma inadequada, o setor também pode ampliar essas emissões.

Esgotos domésticos sem tratamento e resíduos sólidos descartados em lixões estão entre os principais geradores de metano (CH4), um gás de efeito estufa. Estações de tratamento reduzem a produção do gás e, em alguns casos, podem capturá-lo para queima ou purificação. Com isso, o metano pode ser usado na geração de bioeletricidade e na produção de biometano veicular.

A professora de engenharia ambiental Beatriz Barcelos, da Universidade Católica de Brasília (UCB), afirma que o saneamento tem impacto mensurável na redução das emissões, mas que o aquecimento global depende principalmente da descarbonização da matriz energética e da interrupção do desmatamento.

Além da redução de gases, redes de drenagem e esgoto bem cuidadas contribuem para a adaptação climática das cidades. Essas estruturas ajudam a proteger áreas urbanas de enchentes e de eventos climáticos extremos.

Medidas além do saneamento

O funcionamento pleno e a universalização do saneamento estão entre as ações necessárias, mas outras frentes também são apontadas. Entre elas estão o combate ao desmatamento e à degradação do uso da terra no Brasil, a transição energética com menor dependência de combustíveis fósseis e maior uso de fontes renováveis, além da redução das emissões de carbono na agropecuária.

O setor agropecuário está entre os que mais produzem gases de efeito estufa, especialmente no Brasil. Beatriz Barcelos cita como alternativas o plantio direto, a recuperação de pastagens degradadas e o manejo de dejetos na pecuária.

Para Alexandre Prado, líder de mudanças climáticas do WWF-Brasil, a medida mais emergencial é eliminar ou reduzir as emissões relacionadas ao desmatamento e ao uso da terra. Ele também aponta a restauração e o reflorestamento em larga escala com espécies nativas como uma medida aplicável ao caso brasileiro.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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