Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Advogado ligado a Mario Frias foi contratado em programa do DF, apontam documentos

Escritório de Fábio Lago Meirelles recebeu contratos do Instituto Conhecer Brasil, ligado ao programa educacional financiado pelo Distrito Federal.

Dark Horse: esquema ligado a Frias foi replicado no DF, mostram documentos
Foto: Reprodução

Documentos indicam que o advogado Fábio Lago Meirelles, representante de Mario Frias (PL-SP), também foi contratado pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) para atuar em um projeto financiado pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Meirelles foi alvo da Polícia Federal em investigação sobre o filme Dark Horse.

O ICB, organização não governamental pertencente à empresária Karina da Gama, firmou em 2023 um contrato de R$ 5 milhões com o GDF. O acordo, feito com o Fundo de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) e a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF), previa a execução do Programa de Educação Criativa e Transformação Digital do Sistema de Educação do Distrito Federal.

Karina da Gama preside o instituto e é dona da produtora responsável por Dark Horse. Ela também foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a investigação conduzida pela PF.

Contratação do escritório

O plano de trabalho do contrato previa a contratação da LF&P Consulting, empresa descrita pela PF como pertencente a Fábio Lago Meirelles. O escritório receberia R$ 147 mil por serviços jurídicos e auditoria, além de R$ 96 mil por serviços contábeis e auditoria.

A relação entre o ICB e a LF&P Consulting foi mencionada em decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou mandados de busca e apreensão relacionados ao caso. Em outro contrato, a empresa recebeu R$ 80 mil em recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação repassados ao ICB a partir de emenda parlamentar de Mario Frias.

Para obter o repasse, o instituto apresentou três orçamentos. Uma análise da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que os arquivos foram criados pela mesma usuária, no mesmo dia, com intervalo de 27 minutos. A PMR Advocacia, uma das empresas incluídas na cotação, informou à CGU que não havia apresentado orçamento ao ICB. A empresa também aparece em uma cotação usada pelo instituto para buscar recursos do FAP-DF.

Pedido de investigação e situação do contrato

O deputado distrital Gabriel Magno (PT-DF) apresentou notícia de fato ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Ele apontou possíveis irregularidades na parceria e mencionou risco de triangulação de verbas educacionais para interesses privados, além de falhas na execução do programa.

Segundo o parlamentar, vistorias e avaliações de professores registraram equipamentos inutilizados, falta de capacitação, problemas de comunicação, materiais pendentes e execução fragmentada.

A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal informou que os relatórios técnicos classificaram a execução do Termo de Colaboração nº 02/2023 como parcial, porque nem todas as metas e entregas foram comprovadas. A prestação de contas final continua pendente, e a organização foi acionada para apresentar documentos e informações.

A pasta também informou que o ICB não devolveu valor superior a R$ 1 milhão. O débito será inscrito no Sistema Integrado de Lançamento de Créditos do Distrito Federal (SISLANCA-DF) e enviado à Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) para cobrança judicial.

A FAPDF afirmou que recebeu os apontamentos e a análise da secretaria e realizou diligências junto ao proponente. Karina da Gama e a LF&P Consulting foram procurados, mas não responderam.

Investigação sobre o filme

Na quinta-feira (10/9), Mario Frias foi alvo de busca e apreensão por determinação de Flávio Dino, no inquérito que apura a relação entre emendas parlamentares e o financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A Operação Make Up, da Polícia Federal, cumpriu 49 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Ceará. Frias negou irregularidades e declarou que colaboraria com as investigações.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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