Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Augusto Cury chega a 11% e ganha espaço entre Lula e Flávio Bolsonaro

Candidato do Avante avançou nas pesquisas AtlasIntel e BTG/Nexus e passou a ocupar o terceiro lugar nos dois levantamentos.

Augusto Cury cresce nas pesquisas e reacende 3ª via em eleição polarizada
Foto: Otávio Brito/Art Metrópoles

Augusto Cury (Avante) alcançou o terceiro lugar em duas pesquisas de intenção de voto para a Presidência em 2026 e passou a ser o primeiro candidato fora da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a atingir dois dígitos em um levantamento.

Divulgados nessa segunda-feira (31/8), os resultados mostram avanço de 1,6% para 7,8% na pesquisa AtlasIntel e de 2% para 11% na BTG/Nexus. As altas foram de 6,2 pontos e 9 pontos, respectivamente.

Exposição e alcance nas redes

Marcelo Tokarski, CEO do Nexus, relacionou o desempenho na pesquisa BTG/Nexus à repercussão da sabatina de Cury no Jornal Nacional, realizada no último sábado (29/8). Segundo ele, o candidato ganhou visibilidade nas redes e passou a aparecer entre os nomes mais buscados no Google no Brasil.

Para Tokarski, a exposição levou eleitores sem candidato definido a se identificarem com Cury. O movimento teria alcançado principalmente pessoas inclinadas a votar em Flávio Bolsonaro, além de parcelas dos eleitorados de Lula e de Romeu Zema (Novo). O executivo afirmou, porém, que ainda não é possível tratar o crescimento como uma tendência consolidada.

Na avaliação dele, Cury pode continuar avançando, manter o patamar ou recuar após a repercussão inicial. Tokarski também destacou que o escritor adota uma postura mais moderada e menos confrontativa do que outros candidatos que tentam se apresentar como alternativa à polarização, como Renan Santos (Missão).

Espaço para uma terceira via

Yuri Sanches, diretor de análise política da AtlasIntel, avaliou que o crescimento de Cury não decorre apenas do aumento de exposição. Para ele, o candidato ocupou um espaço ainda não preenchido por outras alternativas, ao buscar diálogo tanto com eleitores de Lula quanto com o campo de direita.

Sanches citou Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema como nomes que concentraram seus discursos no eleitorado de direita e, em alguns temas, apresentaram propostas próximas às de Flávio Bolsonaro. Cury teria se diferenciado ao criticar, em um debate da Band, a postura de Renan Santos contra eleitores de Lula.

Os dados da AtlasIntel indicam crescimento de Cury entre eleitores dos dois polos, com maior intensidade entre quem votou em Jair Bolsonaro em 2022: quase 10% desse grupo, contra cerca de 4% entre os eleitores de Lula no segundo turno.

O candidato também avançou entre mulheres, eleitores de menor renda e no Nordeste, segmentos associados ao PT, além de crescer no Centro-Oeste, no Norte e entre eleitores de direita não bolsonarista. Sanches estimou um possível patamar de 4% a 5% caso o avanço se consolide, mas afirmou que a manutenção dependerá da capacidade de resistir aos ataques de adversários.

Estratégia da campanha

A assessoria de Augusto Cury atribuiu o crescimento ao aumento da exposição durante a campanha e à presença digital. A equipe afirmou que entrevistas, debates, propostas e agendas ampliaram o conhecimento sobre a candidatura e circularam em diferentes plataformas.

A campanha concentra o discurso em educação, saúde mental, tecnologia, empreendedorismo, segurança pública e redução da polarização. A estratégia é apresentar Cury como uma alternativa de centro para eleitores que buscam uma candidatura fora da disputa entre Lula e o campo bolsonarista.

O crescimento nas redes também provocou questionamentos de campanhas adversárias. Rivais estudam acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para apurar o engajamento do escritor. A suspeita envolve o aumento de mais de 2 milhões de seguidores no Instagram de Cury após o debate da Band, número que os adversários consideram não orgânico.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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