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Flávio Dino reúne investigações sobre emendas, contratos e Mário Frias

Ministro levantou o sigilo de documentos e citou indícios de organização criminosa e possível vínculo com o PCC.

Dark Horse: Dino levanta sigilo de investigação que cita Mário Frias, aponta indícios de irregularidades e menciona possível elo com PCC

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantou neste domingo (13) o sigilo de documentos enviados pela Justiça de São Paulo e reuniu sob sua relatoria investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos. O caso envolve emendas parlamentares federais, contratos ligados à Prefeitura de São Paulo e pessoas relacionadas ao deputado federal Mário Frias (PL-SP).

A decisão menciona indícios de conexão entre os inquéritos e uma hipótese investigativa de organização criminosa voltada à captação, circulação e ocultação de recursos públicos. O despacho também registra uma linha de apuração sobre possíveis vínculos do grupo com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Na quinta-feira (10), Frias classificou como “cortina de fumaça” a operação da Polícia Federal que fez buscas em sua residência. Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado negou irregularidades, disse que colaboraria com a investigação e entregaria os documentos necessários. Também afirmou acreditar no arquivamento do caso.

Fluxo de recursos entre empresas e entidades

Segundo a representação da Polícia Federal reproduzida no despacho, a Complexsys Soluções Integradas Ltda., contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), recebeu transferências de Mário Frias e repassou recursos ao próprio instituto. A empresa também transferiu valores para a Academia Nacional de Cultura (ANC).

O ICB é presidido pela empresária Karina Ferreira da Gama e recebeu recursos oriundos de emendas parlamentares. A ANC também é presidida por Karina Gama. Para os investigadores, a circulação de valores entre Frias, a Complexsys, o ICB e a ANC sugere um “circuito financeiro fechado”, compatível com a atuação coordenada de um mesmo núcleo.

A Polícia Federal ainda apontou possíveis vínculos societários cruzados, proximidade entre sócios e administradores, faturamento declarado incompatível com os valores movimentados e devoluções sucessivas de recursos sem justificativa econômica aparente. Esses elementos, segundo a representação, podem indicar a atuação coordenada de pessoas físicas e jurídicas formalmente distintas.

Hipótese de organização criminosa

Os investigadores também analisaram movimentações financeiras entre Mário Frias e a empresa Go Up Entertainment, ligada a Karina Ferreira da Gama. De acordo com a Polícia Federal, os valores transferidos pelo deputado seriam incompatíveis com sua renda declarada e com os créditos identificados nas contas analisadas.

A avaliação da corporação é que esse dado afasta, em tese, a hipótese de que Frias tenha sido apenas autor de emendas posteriormente desviadas por terceiros. As movimentações colocariam o deputado como possível participante ativo da engrenagem financeira investigada.

O despacho registra que as informações reunidas apontam para um único esquema, relacionado ao desvio de recursos de emendas parlamentares e a movimentações de pessoas e empresas ligadas ao núcleo investigado. Parte dos valores teria sido repassada ao ICB em razão de contrato firmado com a Prefeitura de São Paulo, que também é objeto de investigação pela polícia judiciária estadual.

A representação da Polícia Federal afirma haver indícios de uma organização criminosa estruturada para captar, disseminar e ocultar recursos públicos, com Mário Frias como possível agente central. Os fatos, contudo, ainda estão sob investigação.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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