SÃO PAULO — O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu mudanças na composição e no funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) durante agenda na sede da RECORD. Ele também pediu que o julgamento relacionado às investigações sobre o Banco Master seja público, aberto e televisionado.
Cury afirmou esperar que o ministro Edson Fachin, presidente do STF, e os demais integrantes da Corte conduzam o caso até as últimas consequências. O candidato também pediu agilidade para que o processo seja concluído antes das eleições.
“Quem está na lista de Vorcaro não merece o seu voto, seja quem for”, declarou, ao fazer um apelo aos eleitores sobre políticos que possam aparecer entre os nomes ligados a Daniel Vorcaro.
Propostas para o Supremo
Na proposta apresentada por Cury, dois terços dos ministros do STF seriam magistrados de carreira. Representantes do Ministério Público e da advocacia completariam a composição. Ele também criticou a duração dos mandatos atuais e defendeu que ministros nomeados aos 50 anos permaneçam oito anos na Corte, em vez de ocupar o cargo até os 75 anos.
O candidato ainda propôs o fim da reeleição para presidentes, mecanismo que, segundo ele, “flerta com o comunismo”.
Operação Dark Horse
Sobre a Operação Dark Horse, Cury disse que Flávio Bolsonaro (PL), deputado federal e candidato à Presidência, precisa prestar mais esclarecimentos. Ele defendeu a punição de todos os envolvidos no caso.
Cury também questionou a experiência profissional do adversário e afirmou ser empresário de várias empresas, com atuação que, segundo ele, alcançou vários estados e outros países.
Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro, o candidato avaliou que Lula “trucidaria” o rival. Para Cury, esse resultado seria o sonho do petista, enquanto sua própria candidatura representaria o pesadelo do presidente.
Críticas à polarização
Em publicação nas redes sociais, Cury afirmou que “o Brasil está sendo governado por um celular apreendido”. Ele criticou a concentração do debate nas disputas envolvendo Lula, Flávio Bolsonaro e a crise no STF, enquanto temas como feminicídios e a situação de jovens fora do mercado de trabalho e da escola seriam deixados em segundo plano.
O candidato citou a morte de uma mulher a cada cinco ou seis horas e mencionou 6,7 milhões de jovens que não trabalham nem estudam. Também defendeu o fortalecimento das micro e pequenas empresas, com a meta de o Brasil alcançar pelo menos 10 milhões de microempresas nos próximos anos, além da divisão do BNDES em duas instituições: uma para pequenos e microempresários e outra para grandes empresas.







