Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Campanha destaca aumento de feminicídios e falhas no atendimento em SC

Programa da coligação Coragem para Mudar apresentou dados sobre violência contra mulheres e estrutura da segurança pública em Santa Catarina.

Campanha de Gelson Merísio aponta crescimento descontrolado da violência contra a mulher em SC

A campanha da coligação Coragem para Mudar afirmou que Santa Catarina registrou aumento de 33% nos casos de feminicídio no primeiro semestre deste ano. Foram 28 vítimas até junho e outras nove depois desse período, totalizando 37 mortes no ano, conforme os dados apresentados no programa político da aliança.

A candidata a vice-governadora Angela Albino (PDT) conduziu o programa temático, exibido à noite. A estreia da coligação na televisão ocorreu mais cedo, às 13h, com o clipe “Seremos Resistência”.

Registros de violência e estrutura policial

O programa também apontou que Santa Catarina tem a maior taxa de registros de ameaças contra mulheres do Brasil. São, em média, 200 registros por dia e 1.733 ocorrências para cada 100 mil mulheres. Nos casos de lesão corporal em contexto de violência doméstica, a taxa do estado fica cerca de 46% acima da média nacional.

A estrutura da segurança pública foi outro tema abordado. A Polícia Civil conta com 3.242 cargos, entre agentes, delegados e servidores administrativos. Segundo os dados apresentados pela campanha, o efetivo diminuiu 32% de oito anos para cá.

Santa Catarina não possui Delegacia da Mulher com funcionamento 24 horas. Nos finais de semana e feriados, o atendimento é feito pelas Centrais de Plantão de Polícia, que não têm a mesma estrutura especializada. O Observatório da Violência contra a Mulher registrou que os feminicídios no estado entre 2020 e 2025 ocorreram com maior frequência aos sábados, domingos e segundas-feiras.

A campanha também afirmou que recursos federais destinados ao combate à violência doméstica não foram totalmente utilizados. Do total de R$ 4,5 milhões enviados ao estado, o governo de Jorginho Mello teria aplicado 16%.

A coligação defendeu uma política de Estado com ações de prevenção, proteção, investigação, atendimento especializado e reforço da segurança pública. O grupo reúne a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PSB, PDT e Federação REDE/PSOL.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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