A emissão da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) cresceu 17,1% entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Cerca de 2 milhões de condutores obtiveram o documento, de acordo com dados divulgados pelo Ministério dos Transportes na quinta-feira (10).
O avanço foi mais expressivo entre pessoas com mais de 45 anos. A emissão para quem tinha entre 45 e 54 anos aumentou 37,4%, enquanto o grupo com 55 anos ou mais registrou alta de 53,4%. Entre jovens de 18 a 20 anos, o crescimento foi de 11,9%; na faixa de 21 a 24 anos, de 6,6%.
Procura e participação das mulheres
O número de pessoas que iniciaram o processo para obter a primeira habilitação subiu 216%. Foram 7,3 milhões de entradas entre janeiro e agosto de 2026, ante 2,3 milhões no mesmo intervalo do ano passado.
Também houve crescimento na quantidade de mulheres habilitadas. O aumento foi de 18%, chegando a 1,2 milhão de novas condutoras no período.
Custo da carteira
O preço médio para tirar a CNH na categoria AB, que inclui motos e carros, caiu de R$ 3.169 em outubro de 2025 para R$ 1.265 em abril deste ano. Os valores variam conforme o estado, segundo o Ministério dos Transportes.
O balanço foi divulgado cerca de nove meses depois de o governo de Luiz Inácio Lula da Silva lançar um pacote com mudanças nas regras, em uma tentativa de reduzir o custo para obter o documento.
O ministério estima que 20 milhões de brasileiros dirigem sem CNH. Para os próximos cinco anos, a meta da gestão é alcançar crescimento de 25% no número de novos habilitados.








