A expansão de negócios na América Latina durante o segundo semestre de 2026 exige mais do que o aumento no volume de publicações. Para a estrategista internacional Karolainy Sandes de Souza, de 29 anos, a profissionalização da Creator Economy depende da combinação entre análise de dados, comunicação corporativa e produção estratégica de conteúdo.
A atuação da especialista envolve a estruturação de negócios inseridos no mercado de criadores. Entre os indicadores considerados estão o Lifetime Value (LTV) da audiência e o Custo de Aquisição de Cliente (CAC) obtido por meio de parcerias. Nesse modelo, influenciadores são tratados como ativos de conversão, enquanto a identidade da marca precisa acompanhar os padrões de consumo identificados pelos dados.
Adaptação para diferentes mercados
Quando uma operação ultrapassa as fronteiras nacionais, a estratégia precisa considerar as diferenças culturais entre os países. A comunicação pode ser organizada em português, espanhol e inglês, integrando consumidores da América Latina sob uma mesma arquitetura narrativa, mas com adequações aos contextos regionais.
“A verdadeira expansão internacional exige que a marca compreenda o comportamento de consumo local antes de tentar impor sua identidade”, afirma Karolainy. A avaliação, segundo ela, ajuda a transformar dados em conexões com o público e evita a repetição de fórmulas domésticas sem recalibrar a comunicação.
A especialista também defende uma abordagem que una criatividade e análise matemática. Sua metodologia separa as métricas de vaidade dos indicadores ligados à formação de comunidades e à conversão comercial. “Nossa metodologia isola as métricas de vaidade e foca na estruturação de comunidades sólidas”, explica.
Canais de conversão
A aproximação entre plataformas de entretenimento e comércio direto amplia a importância dos canais privados de conversão. Nesse cenário, os criadores passam a participar da frente das operações de varejo globalizado, enquanto as marcas precisam organizar seu posicionamento e medir os resultados das campanhas.
A tese apresentada por Karolainy é que o engajamento só se torna um ativo financeiro quando a narrativa está associada à distribuição orientada por dados. A estratégia busca preservar a autenticidade da comunicação e, ao mesmo tempo, estabelecer objetivos comerciais mensuráveis para as ações de branding.







