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Dentista é preso em RO após condenação por transmissão intencional de HIV

Ministério Público de Rondônia aponta relatos de quatro mulheres e risco de novas vítimas; condenado recebeu pena de cinco anos.

Dentista é preso em RO após condenação por transmissão intencional de HIV
Foto: Arquivo Pessoal/Vítima

O dentista Jean José Dunga de Oliveira, de 41 anos, foi preso novamente em Rondônia após ser condenado por transmitir intencionalmente o HIV a uma mulher. A prisão ocorreu na quarta-feira (9), a pedido do Ministério Público de Rondônia (MP-RO), que apontou risco de novas vítimas.

A decisão mais recente determinou a prisão preventiva em regime fechado. Oliveira havia sido detido em 10 de junho e, após a condenação, estava cumprindo a pena em regime semiaberto.

Relatos e processos

De acordo com o MP-RO, pelo menos quatro mulheres foram atendidas pelo Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navit) e relataram ter sido infectadas de forma intencional pelo dentista. Outros dois processos ligados ao caso continuam em tramitação na Justiça.

Uma das mulheres, identificada pelo nome fictício de Maria, afirmou que passou a ter febre, dores no corpo, infecções recorrentes e cansaço depois de iniciar o relacionamento com Oliveira. Ela procurou atendimento médico e recebeu o diagnóstico positivo para HIV.

Maria disse que não sabia que o namorado já era investigado pelo Ministério Público. Durante uma consulta com uma infectologista, informou o nome do parceiro e descobriu que ele era o mesmo homem citado em uma investigação relacionada a outras três mulheres.

Segundo a denúncia apresentada pelo MP-RO, Oliveira sabia que tinha diagnóstico de HIV havia cerca de dez anos e não teria iniciado o tratamento antirretroviral. O órgão afirma que a transmissão ocorreu de maneira intencional.

O primeiro caso levado a julgamento foi o de Maria. Em 24 de agosto, o dentista foi condenado a cinco anos de prisão e ao pagamento de R$ 50 mil de indenização à vítima. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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