NATAL — A primeira fase da dragagem do Porto de Natal foi concluída em agosto, com a retirada de aproximadamente 1,2 milhão de metros cúbicos de sedimentos do canal de acesso ao terminal. A informação é da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), responsável pela administração do porto.
Iniciada em 24 de abril deste ano, a intervenção busca recuperar a profundidade original do calado e adequá-lo novamente para 12,5 metros. Com isso, o terminal poderá receber navios de maior porte e ampliar o leque de negócios, de acordo com a Codern.
Licenciamento da segunda etapa
A próxima fase prevê a adequação da bacia de evolução, área usada para a manobra das embarcações. O avanço depende do licenciamento ambiental conduzido pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema), com previsão de conclusão até o final de outubro. “O início efetivo dos serviços ficará condicionado à conclusão do processo de licenciamento”, informou a Codern.
Como parte das exigências do processo, a companhia participou de uma audiência no Ministério Público Federal (MPF) com a Colônia de Pescadores. Após o encontro, foi contratado um estudo técnico para avaliar possíveis impactos da obra sobre a pesca artesanal. O trabalho tem prazo de 90 dias e, até o momento, aproximadamente 20 dias já foram cumpridos. A conclusão da análise deverá indicar se houve impacto decorrente da intervenção.
Outras obras também estão em andamento no Porto de Natal. A instalação dos dolphins do cais chegou a 80% de execução física, com conclusão integral prevista para outubro. Já a implantação das defensas de proteção da Ponte Newton Navarro está na fase de mobilização, com o canteiro instalado e o recebimento de materiais pelas equipes.
A reforma das instalações físicas e a implantação do sistema de energia solar têm conclusão programada para dezembro de 2026. Segundo a Codern, as medidas fazem parte dos investimentos para modernizar a infraestrutura portuária, melhorar a eficiência operacional e ampliar a sustentabilidade energética.
O pacote de modernização soma cerca de R$ 140 milhões, dos quais aproximadamente R$ 60 milhões correspondem às obras de dragagem. Os demais recursos serão destinados às defensas, aos dolphins, à recuperação dos armazéns e à transição para a energia fotovoltaica, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal.
A ampliação do calado é uma demanda antiga. Em 2023, um navio encalhou no canal de acesso, o que levou à retirada emergencial de um banco de areia e elevou a profundidade para 10 metros. A dragagem, inicialmente prevista para janeiro de 2026, foi adiada para março e depois novamente postergada. O início ocorreu no final de abril, após a conclusão de aprovações técnicas e a superação de entraves burocráticos no licenciamento ambiental.







