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Carol Kaderli alerta que alto faturamento não garante lucro em clínicas

Conselheira aponta falhas de gestão, custos operacionais e ausência de governança como fatores que pressionam o caixa de empresas de saúde.

Carol Kaderli alerta que alto faturamento não garante lucro em clínicas

A conselheira consultiva Carol Kaderli afirma que clínicas e empresas de saúde podem alcançar faturamento elevado sem obter lucro. Na avaliação dela, uma operação que chega a R$ 100 milhões continua vulnerável quando o caixa é afetado por ineficiências que não aparecem de forma clara na gestão financeira.

Kaderli tem mais de duas décadas de experiência em liderança executiva e de equipes em operadoras médicas e odontológicas. Ela atuou na SAMP Assistência Médica, Athena Saúde, Associl e Gama Saúde, com estruturas que reuniam mais de 1,5 milhão de beneficiários. Atualmente, está à frente da CMK Business Advisory.

Formada pela Universidade Anhembi Morumbi, com pós-graduação pela FAAP e especializações em Mediação e Compliance pelo Insper, a executiva também tem certificação do Advisory Board Institute (ABI). Durante uma imersão internacional na Itália, acompanhou o esposo, Christoph Kaderli, que participa do circuito europeu de Ironman.

Onde o dinheiro é perdido

Dados do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) indicam que ineficiências operacionais representam 12,7% da receita bruta do setor. Já estudos do Sebrae apontam que mais de 60% das pequenas e médias empresas entram em colapso por falhas de planejamento e controle do fluxo financeiro.

Segundo a conselheira, gestores costumam priorizar o aumento da receita bruta e deixam em segundo plano o custo real de cada procedimento e o Demonstrativo do Resultado do Exercício (DRE). Entre os pontos citados estão recepções sem treinamento, períodos de ociosidade da equipe técnica e descontos concedidos sem critério, capazes de comprometer o caixa.

“Enquanto o fundador acredita que precisa apenas atrair mais clientes, a operação perde fortunas no WhatsApp com atendentes que atuam como meras informadoras de preços, sem nenhuma capacidade de negociação”, afirmou Kaderli.

Filha do cardiologista Dr. Olavo Dante Maciel, fundador da SAMP, ela defende que a qualidade médica precisa ser acompanhada por uma estrutura profissional de gestão. A proposta inclui a adoção do conceito “CNPJ First”, com foco na proteção da empresa e na organização da governança.

Kaderli também cita a realização de auditorias quinzenais de métricas e indicadores. A medida, segundo ela, ajuda a separar decisões financeiras de fatores emocionais e a reduzir a dependência da presença diária do fundador. Em sua atuação, a conselheira afirma trabalhar de forma neutra, com atenção à proteção do CNPJ e à governança, alinhando a operação a padrões internacionais.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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