Leandro Grass (PT) afirmou que pretende revisar contratos, concessões e benefícios fiscais do Governo do Distrito Federal caso seja eleito. A proposta foi apresentada nesta quinta-feira (10/9), durante a assinatura de uma carta de compromissos com o Observatório Social de Brasília.
A medida, segundo o candidato, busca ampliar o controle sobre os recursos públicos e a transparência da administração. A revisão incluiria parcerias do governo com empresas privadas, com a verificação da prestação dos serviços e do cumprimento dos contratos.
“Todas as parcerias privadas e concessões feitas por este governo serão revisadas para saber se os serviços estão prestados conforme o contrato prevê”, afirmou Leandro Grass.
O candidato também disse que pretende examinar as renúncias fiscais concedidas pelo DF e as contrapartidas oferecidas pelas empresas. Grass declarou que o governo deixa de arrecadar cerca de R$13 bilhões em impostos de grandes empresas que geram poucos empregos e associou a revisão à redução de gastos considerados desnecessários.
Medidas de transparência
A carta reúne compromissos em cinco áreas: meio ambiente, cultura, mobilidade, transparência e controle social. Entre as propostas está a criação de um portal unificado de compras e licitações, com editais, contratos, chamamentos públicos e dados sobre processos do governo em uma única plataforma.
O documento prevê ainda mais transparência para emendas parlamentares e renúncias fiscais, além da publicação dos currículos de pessoas nomeadas para cargos em comissão. Outra medida permitiria acompanhar filas de espera por moradia popular, vagas em creches, consultas e cirurgias na rede pública, com critérios de atendimento passíveis de fiscalização social.
Meio ambiente, mobilidade e cultura
Entre os compromissos ambientais está a defesa da criação do Parque Nacional da Serrinha, em uma área de mais de 1.700 hectares preservados na região da Serrinha do Paranoá. A carta também propõe a implantação de 50 jardins de chuva em cada Região Administrativa do DF, para melhorar a infiltração da água e reduzir impactos de alagamentos e erosões.
Na mobilidade, a meta é que veículos elétricos representem 30% da frota de ônibus do DF. Na cultura, Grass assinou propostas para revisar a Lei do Silêncio com participação de produtores culturais e audiências públicas, criar um Conselho da Indústria Criativa junto à Secretaria de Cultura e manter o programa Conexão Cultural.
A assinatura ocorreu pela manhã, depois de uma panfletagem na Rodoviária do Plano Piloto. A agenda também previa uma gravação de podcast e um almoço com empresários de bares e restaurantes promovido pela Abrasel-DF.







