A inflação da classe média de Goiânia caiu 0,24% em agosto, mas a redução não atingiu todos os itens do orçamento. Enquanto a energia elétrica residencial e os combustíveis ficaram mais baratos, a carne subiu 2,19% e os gastos com educação avançaram 1,03%. De janeiro a agosto, a inflação desse grupo acumulou alta de 3,08%.
No mesmo período, os preços da educação registraram aumento de 7,30%. A variação de agosto, portanto, ocorreu em um cenário de elevação acumulada ao longo do ano.
Alimentação e bebidas
A categoria alimentação e bebidas teve alta de 0,14% para as famílias de classe média. Entre os produtos que ficaram mais caros estão as frutas, com aumento de 1,84%; as farinhas, féculas e massas, com 0,94%; os enlatados e conservas, com 0,75%; as hortaliças e verduras, com 0,71%; e os leites e derivados, com 0,70%.
Também houve quedas no supermercado. Tubérculos, raízes e legumes recuaram 5,70%, enquanto aves e ovos ficaram 1,19% mais baratos. Sal e condimentos e panificados também registraram redução.
Os dados são do Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB), que divide as famílias de Goiânia em cinco grupos de renda para acompanhar a inflação. O terceiro quintil é utilizado como referência para a classe média.
Habitação e transporte
A maior redução para o orçamento veio da habitação, com queda de 2,30%. A energia elétrica residencial recuou 7,11%, e os artigos de limpeza ficaram 0,83% mais baratos. No sentido contrário, aluguel e taxas subiram 0,28%, enquanto consertos e manutenção avançaram 1,05%.
No transporte, houve queda de 0,52%. Os combustíveis para veículos diminuíram 2,03%, mas o transporte público subiu 0,87%.
A variação da classe média acompanhou a queda de 0,24% observada no quinto quintil, grupo de maior renda, e ficou abaixo da média da capital, que registrou -0,22% em agosto.







