Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Laudos da SEMASA apontam presença de coliformes fecais na água de Lages

Documentos emitidos em 05/02 registram Escherichia coli e cianobactérias na água bruta, além da falta de carvão ativado.

Risco à saúde: laudo aponta água com coliformes fecais em Lages e indica divergências com declarações da SEMASA

Laudos técnicos emitidos em 05/02 pela SEMASA e pela empresa terceirizada Itajuí registraram elevada concentração de coliformes fecais, identificados como Escherichia coli, e presença de cianobactérias na água bruta. O documento da Itajuí afirma que a condição indica contaminação por matéria orgânica de origem fecal e pode representar risco à saúde pública e à segurança sanitária.

Os registros foram produzidos no mesmo período em que representantes da SEMASA afirmaram que a água distribuída à população era própria para consumo. Em 04/02, o diretor técnico Luan Casagrande e a diretora-presidente Paula Granzotto participaram de uma entrevista para esclarecer reclamações sobre a coloração e o odor da água.

Casagrande atribuiu as alterações à escassez hídrica e ao aumento das temperaturas. Sobre a potabilidade, declarou: “a população pode consumir a água sem problemas; nós, da SEMASA, estamos abertos a apresentar nossos laudos e responder a eventuais questionamentos”. Paula Granzotto também afirmou que “A população pode ficar bem tranquila: essa água é potável; não faz mal ao ser humano.”

Carvão ativado

O laudo da Itajuí recomendou o uso emergencial de carvão ativado para remover compostos associados ao gosto e ao odor, além de metabólitos e toxinas de cianobactérias. A recomendação foi confirmada por Raquel Holtrup Wolff, assessora de Captação e Distribuição de Água, em um documento de justificativa de emergencialidade.

Em relatório, a SEMASA informou que o estoque do insumo estava esgotado e que a falta poderia levar à paralisação das ações corretivas. No Diário Oficial do Município, foi publicada em 13/04 a compra emergencial do produto, dividido em sacas de 25 quilos, pelo valor total de R$ 96 mil.

As primeiras reclamações de moradores foram recebidas ao longo de dez dias a partir de 15/01 e incluíam relatos de água escura. A SEMASA foi procurada para esclarecer os laudos, a disponibilidade de insumos e a comunicação à população, mas não respondeu até o fechamento. O espaço permanece aberto para manifestação.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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