Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Casamento e disputas históricas revelam a memória do centro de Vitória

Rua Sete de Setembro, escadaria Maria Ortiz e Viaduto Caramuru estão entre os pontos ligados à história da capital capixaba.

Casamento e disputas históricas revelam a memória do centro de Vitória

A rua Sete de Setembro já foi palco de um casamento que reuniu cerca de 700 pessoas no centro de Vitória. A cerimônia da empresária Silvana Paganucci com o músico Cecitônio Coelho é uma das histórias preservadas pela via, que também reúne construções e referências da formação da capital capixaba.

Silvana conta que a ideia surgiu durante um café, quando o casal procurava um espaço para realizar a celebração. A sugestão foi fazer o casamento na própria rua. Cecitônio lembra que moradores dos prédios próximos acompanharam a bênção e interagiram com os noivos.

Rua Sete e a transformação da região

Antes de ser chamada de rua Sete de Setembro, a via era conhecida como rua do Reguinho ou rua da Várzea, em referência ao córrego que passava pelo local. Conforme informações do Acervo Público Municipal, no final do século 19, ela era uma passagem em meio à mata até os fundos de chácaras tradicionais.

Com a urbanização, a rua recebeu construções históricas, entre elas a Fonte Grande e o Teatro Melpômene. A região também é apresentada no programa “É Logo Ali”, exibido todo sábado, às 18h50, na TV Tribuna/Band.

Marcas de conflitos e da vida urbana

Na rua Caramuru, nº69, o Viaduto Caramuru foi construído em 1925 e é tombado como patrimônio histórico. A estrutura seria usada pelos bondes, mas eles nunca passaram pelo local.

O nome do viaduto remete à disputa entre os Peroás e os Caramurus. Segundo o produtor cultural Renato Santos, os Peroás pertenciam à Irmandade Nossa Senhora do Rosário, formada por homens pretos, enquanto os Caramurus integravam a Irmandade de São Benedito, composta por homens brancos. Os grupos eram rivais.

Outro ponto associado à história da cidade é a escadaria Maria Ortiz, na rua Nestor Gomes. O local é relacionado à primeira tentativa de invasão da ilha de Vitória, em 1625. A história conta que Maria Ortiz lançou baldes de água quente contra as tropas inimigas a partir de uma janela. A ação atrasou os invasores e permitiu a organização da Guarda Portuguesa, que impediu a invasão holandesa.

O pesquisador José Cirillo destaca a participação de uma jovem na defesa do território: “O primeiro ato de defesa do centro de Vitória foi feito por civis e orquestrado por uma mulher extremamente jovem.”

Outros pontos históricos

O Palácio Anchieta foi erguido em 1570 pelos padres jesuítas. Já o Theatro Carlos Gomes foi fundado em 1927. Entre os locais indicados para visita estão ainda o Mercado da Capixaba, a Praça Costa Pereira, a Praça João Clímaco, a Praça Dom Luís Scortegagna e o Parque Gruta da Onça.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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