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Gelson Merisio explica apoio a Lula após voto em Bolsonaro em 2018

Candidato ao governo de Santa Catarina afirmou ter se decepcionado com a gestão de Jair Bolsonaro e defendeu uma relação republicana com a oposição.

‘Eu mudei com muito prazer’: diz Gelson Merisio sobre apoiar Lula após declarar voto a Bolsonaro em 2018 em SC

Gelson Merisio (PSB), candidato ao Governo de Santa Catarina, afirmou que mudou de posição e passou a apoiar Lula após ter votado em Jair Bolsonaro (PL) em 2018. A declaração foi dada durante uma sabatina realizada na quarta-feira (19).

Ex-deputado estadual entre 2005 e 2019 e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), Merisio tem Angela Albino (PDT), ex-deputada federal e estadual de Santa Catarina, como candidata a vice. A chapa usa o número de urna 40.

Críticas ao governo Bolsonaro

Merisio disse ter se decepcionado com o governo de Jair Bolsonaro, principalmente pela condução das ações de combate ao coronavírus. Na avaliação do candidato, a gestão do ex-presidente e a do ex-governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, foram incompatíveis com uma reeleição.

Ele também criticou a relação entre Bolsonaro e o governo catarinense durante a pandemia. “A condução da pandemia foi uma tragédia, um crime cometido pelo presidente Jair Bolsonaro contra o Brasil e Santa Catarina”, afirmou. Merisio atribuiu mortes à falta de protocolo e ao atraso na vacinação.

O candidato relatou que conheceu Lula em 2022, em São Paulo. Segundo ele, o encontro fez com que passasse a admirar o então candidato e a apoiá-lo. Merisio também citou dados econômicos para defender a mudança de posição e afirmou que o país tinha uma taxa de inflação menor dos últimos 20 anos e a menor taxa de desemprego da série histórica.

“Eu mudei com muito prazer”, declarou.

Relação com a oposição

Questionado sobre uma eventual relação com Flávio Bolsonaro (PL), caso os dois fossem eleitos, Merisio afirmou que manteria uma relação diplomática e republicana com a oposição. Ele também disse não acreditar que esse cenário aconteceria e defendeu investimentos estaduais em segurança pública.

O candidato declarou ainda que aceitaria democraticamente o resultado das eleições e disse não se preocupar com um novo episódio relacionado ao 8 de janeiro, em referência à invasão dos Três Poderes em Brasília em 2019.

As sabatinas também entrevistaram Jorginho Mello (PL) e João Rodrigues (PSD), enquanto Ralf Zimmer (PRD/Solidariedade) ainda participaria da programação. A ordem foi definida por sorteio com representantes dos partidos. A segunda rodada estava prevista para ocorrer entre 07/09 e 10/09.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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