GOIÂNIA — A área do Morro da Serrinha receberá um parque ecológico com mirante, trilhas naturais, espaços de convivência e trechos destinados à preservação ambiental. A previsão é concluir a obra em setembro de 2027. Até o fim dos trabalhos, o local ficará fechado para visitação pública.
As máquinas começaram a atuar no espaço desde o dia 21. A primeira etapa envolve a remoção de estruturas antigas e a preparação do terreno. O parque ocupará 110 mil metros quadrados, com investimento estimado em R$ 14,5 milhões. Os recursos virão do Fundo Estadual do Meio Ambiente, abastecido por valores de multas aplicadas por infrações ambientais. O governo de Goiás informou que ainda não houve aporte para o início da obra.
Lazer, comércio e vista da capital
O projeto prevê pista de caminhada, ciclovia, academia ao ar livre, área para animais, quiosques e locais de convivência. O mirante será o principal destaque da estrutura, aproveitando a localização para oferecer uma vista panorâmica de Goiânia.
Também existe a proposta de instalar um restaurante no mirante. De acordo com Yuri Bariani, superintendente de Política para Cidades do Governo de Goiás, os quiosques poderão vender lanches. “A ideia é transformar o ponto em um novo cartão-postal da capital”, afirmou.
Algumas áreas poderão ser exploradas comercialmente. A expectativa apresentada por Bariani é que os valores arrecadados sejam destinados à manutenção do próprio parque. O projeto dos estudos urbanísticos foi doado pela iniciativa privada ao governo de Goiás.
Gestão compartilhada e preservação
A administração será baseada em uma parceria entre o poder público e a iniciativa privada. O governo ficará responsável por estruturas como internet e, inicialmente, pela segurança. Quando a empresa assumir a operação, também passará a cuidar da segurança do local.
A proposta combina conservação ambiental, visitação e exploração comercial, com o objetivo de reduzir a dependência de novos aportes públicos para o funcionamento do espaço.
A vegetação nativa terá papel central no parque. Cerca de 5 mil mudas de espécies do Cerrado já foram plantadas. Segundo Bariani, o governo manterá um programa de acompanhamento até 2030, com replantio das mudas que morrerem durante esse período.
O projeto também inclui áreas de preservação permanente, sem acesso aos visitantes, além de trilhas naturais e um museu do Cerrado. A intenção é associar as atividades de lazer à educação ambiental.
Monitoramento contra incêndios
A prevenção de queimadas será reforçada no Morro da Serrinha, que já foi atingido por incêndios em períodos de seca. Bariani afirmou que, nos últimos três anos, a incidência foi menor que em períodos anteriores.
“Novos sensores de detecção de fogo serão instalados no local”, disse o superintendente. O parque terá protocolo de segurança, monitoramento permanente e vigilância 24 horas, inclusive para proteger as áreas de mata que permanecerão sem acesso direto do público.







