GOIÂNIA — A Prefeitura de Goiânia aguarda um parecer do Ministério Público de Goiás para remover duas gameleiras consideradas de risco na Praça da Cirrose, no Setor Oeste. Biólogos da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) recomendaram a retirada das árvores e a poda de outras duas existentes no local.
A decisão foi adiada após uma recomendação do Ministério Público que suspendeu o corte das árvores. Enquanto espera uma manifestação favorável do MPGO, o município reforçou a sinalização da praça e orienta a população a manter distância das gameleiras e a evitar as áreas classificadas como de maior risco.
A situação ganhou atenção novamente depois que um galho de grande porte caiu na noite de sábado (19). A equipe de plantão da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) foi acionada e retirou o material que bloqueava a rua. Não houve registro de vítimas ou danos, informou a companhia.
Nesta segunda-feira (21), equipes da Amma, da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) estiveram na praça para avaliar as condições das árvores e estabelecer novas medidas de segurança. A Comurg deverá atuar apenas em ocorrências emergenciais, como a retirada de galhos que caírem.
Avaliação técnica
Segundo a bióloga da Amma Wanessa de Castro, um parecer técnico assinado por sete analistas da Gerência de Arborização apontou a necessidade de remover duas gameleiras. O documento também recomendou a poda das outras duas árvores do local.
Wanessa afirmou que as árvores indicadas para remoção apresentam problemas estruturais que não seriam resolvidos apenas com poda. “A falha é estrutural. Mesmo que você pode a copa, o tronco pode falhar e abrir”, disse.
De acordo com a bióloga, as gameleiras foram afetadas por incêndios, e as condições do entorno dificultam a sustentação das raízes, limitadas pelo calçamento, pela via e pelo asfalto. A Amma informou ainda que já houve outros episódios de queda de galhos na praça.
A Defesa Civil acompanhará a situação, especialmente com a aproximação do período de chuvas mais intensas. Se for identificado risco à população, a área poderá ser interditada preventivamente, conforme a avaliação dos órgãos municipais. O Ministério Público de Goiás ainda não havia respondido sobre o andamento dos estudos relacionados à retirada das árvores.







