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Patrocínios de bets representam um terço da receita comercial da Série A

Quatorze clubes têm acordos máster com casas de apostas, que somam R$ 910 milhões em valores fixos.

Patrocínios de bets representam um terço da receita comercial da Série A

SÃO PAULO, SP — Um em cada três reais das receitas comerciais dos clubes da Série A vem atualmente de casas de apostas. Os contratos de patrocínio máster ligados às bets envolvem 14 dos 20 times da primeira divisão e totalizam R$ 910 milhões em valores fixos.

O Flamengo aparece no topo da lista, com R$ 220 milhões por ano. Corinthians e Palmeiras recebem R$ 150 milhões e R$ 100 milhões, respectivamente. Também têm acordos desse tipo São Paulo, Atlético-MG, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, Vasco, Santos, Vitória, Remo, Chapecoense e Grêmio.

São Paulo, Atlético-MG, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, Vasco e Santos têm contratos entre R$ 90 milhões e R$ 35 milhões. Vitória recebe R$ 20 milhões, enquanto Remo e Chapecoense têm valores de R$ 12 milhões e R$ 10 milhões.

O Grêmio não informou quanto recebe. O clube assinou contrato com uma casa de apostas na última quarta-feira (23), durante a discussão sobre a possível proibição das bets.

Bônus e reação dos clubes

Os valores fixos podem aumentar conforme títulos e desempenho esportivo. No Palmeiras, os bônus previstos podem alcançar R$ 70 milhões por ano, elevando o total para R$ 170 milhões.

Em 2025, os clubes da primeira divisão arrecadaram R$ 1,03 bilhão em patrocínios de bets. As cifras ajudam a explicar o manifesto das equipes contra a Medida Provisória que proíbe as apostas online. No documento, os clubes classificaram a medida como o “fim do futebol brasileiro”. Algumas empresas notificaram extrajudicialmente os times sobre a possibilidade de rescisão dos contratos caso a MP fosse aprovada.

Regras previstas pelo governo

Após o anúncio da MP, o governo enviará ao Congresso um Projeto de Lei, em regime de urgência, para punir empresas que promoverem apostas online no Brasil. Apostadores terão até 23h59 da próxima segunda-feira (28) para retirar voluntariamente os recursos das plataformas. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, quem não conseguir fazer a retirada até 5 de outubro receberá a devolução pelos bancos que operam para as bets.

A medida começa a valer quando for publicada no Diário Oficial da União, mas precisará de aprovação do Congresso em até 120 dias para se transformar em lei. Se não for votada nesse período, perderá a validade. O governo também anunciou a proibição de transferências bancárias para apostas, o bloqueio de contas usadas ilegalmente e a identificação e derrubada de sites ilegais.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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