SANTA HELENA DE GOIÁS — Sete cavalos morreram após serem infectados pelo vírus da raiva em uma fazenda da região Sudoeste de Goiás. Três trabalhadores que tiveram contato direto com os animais são acompanhados pela Vigilância Epidemiológica e, segundo a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), permanecem sem sintomas.
Os cavalos haviam sido mordidos por morcegos e apresentaram sinais da doença antes de morrer. Os caseiros perceberam que os animais estavam emagrecendo, tinham dificuldade para se alimentar e sofriam episódios de tontura. A suspeita levou ao acionamento da equipe da Agrodefesa.
Após a morte dos animais, fiscais foram à propriedade para investigar a causa. Amostras do sistema nervoso central dos cavalos foram coletadas e enviadas a um laboratório. O exame confirmou a presença do vírus da raiva.
Acompanhamento e vacinação
A Vigilância Epidemiológica passou a monitorar os trabalhadores porque a doença pode ser transmitida pela saliva de animais infectados, principalmente por mordidas. O acompanhamento continua enquanto eles não apresentam sintomas.
Depois da confirmação dos casos, os demais animais da fazenda foram vacinados. A Agrodefesa também mantém o acompanhamento da propriedade para evitar novos casos.
Em Goiás, a vacinação contra a raiva não é obrigatória para bovinos e equinos. Ainda assim, a Agrodefesa recomenda que os criadores imunizem os animais como medida de prevenção.
A raiva pode atingir diferentes mamíferos e apresenta alto risco de morte quando os sintomas aparecem. Por isso, a vacinação preventiva é apontada como uma das principais formas de proteção dos animais.







