Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Relatório da PF detalha supostos benefícios a servidores ligados ao caso Master

Documento enviado ao STF cita viagens, imóvel rural e pagamentos a servidores do Banco Central em troca de informações internas.

Relatório da PF detalha supostos benefícios a servidores ligados ao caso Master

A Polícia Federal identificou supostos vazamentos de informações internas do Banco Central ligados às investigações da Operação Compliance Zero. O relatório, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, afirma que os dados teriam sido repassados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro por dois servidores do órgão.

Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão do Banco Central, teria atuado como consultor de Vorcaro. De acordo com a PF, ele recebeu pagamentos recorrentes de R$ 500 mil e teve despesas custeadas pelo ex-banqueiro, incluindo almoço, jantar e um guia em Paris. Mensagens analisadas pelos investigadores indicam que um dos pagamentos chegou a R$ 760 mil.

O relatório também cita Paulo Sérgio Neves de Souza, gerente adjunto do departamento de Supervisão do Banco Central. Entre as vantagens atribuídas a ele estão uma viagem à Disney, nos Estados Unidos, e a aquisição considerada atípica de um imóvel rural.

Mensagens e reuniões

Segundo o documento, Santana e Souza participaram de alinhamentos de estratégias, revisão de documentos e reuniões privadas com Vorcaro, inclusive na residência do ex-banqueiro. Em uma das mensagens, Souza encaminha a Vorcaro a portaria de sua nomeação para o cargo no departamento. Em outra, afirma que o encontro com o empresário era “prioridade absoluta” para tratar de interesses do Master.

O relatório tem 164 páginas e teve o sigilo retirado na noite desta quinta-feira (11) pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. Vorcaro era dono do antigo Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado.

A PF afirma que os dois servidores foram afastados de suas funções. Belline Santana e Paulo Sérgio Souza negam o vazamento de informações internas e dizem poder comprovar que pagaram do próprio bolso as despesas com viagens e outras vantagens. As defesas dos citados são procuradas para novo posicionamento.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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