Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Secretária de Joinville compara espera em hospitais a trânsito para praias

Tânia Eberhardt afirmou que moradores enfrentam tempo semelhante na BR-280 durante deslocamentos para São Francisco do Sul, Enseada ou Barra Velha.

VÍDEO: Secretária de Saúde de Joinville compara filas em hospitais com ida à praia

A secretária de Saúde de Joinville, Tânia Eberhardt, comparou o tempo de espera por atendimento em hospitais da cidade ao período levado por moradores para chegar às praias da região Norte de Santa Catarina. A declaração foi feita na última quarta-feira (10), durante reunião da comissão da Saúde na Câmara de Vereadores de Joinville.

Na ocasião, a secretária reconheceu a existência de esperas de quatro, cinco e seis horas nas unidades de saúde. Ela afirmou que também leva esse tempo para percorrer a BR-280 em deslocamentos de fim de semana até São Francisco do Sul, Enseada ou Barra Velha. A Prefeitura de Joinville informou que não vai se manifestar.

Ocupação de leitos

Conforme tabela divulgada pelo governo de Santa Catarina nesta quinta-feira (11), a ocupação dos leitos de UTI em Joinville era de 94%. Nos hospitais Bethesda, São José, Regional e Maternidade Darcy Vargas, a taxa chegava a 100%. Dos 157 leitos disponíveis na cidade, 149 estavam ocupados.

Em 2 de abril, um áudio enviado por Tânia Eberhardt a servidores públicos mencionou “colapso” no sistema de saúde de Joinville. Ao ser questionada, a prefeitura afirmou que a mensagem tinha o objetivo de tranquilizar os trabalhadores da saúde.

Filas nas unidades

Desde o começo de abril, Joinville registra filas e problemas nas unidades de saúde. No dia 1°, as UPAs Leste e Sul e o PA Norte receberam 2.922 pacientes, aproximadamente 15% acima do habitual, segundo a prefeitura. Na mesma época, três médicos apresentaram atestado, e o tempo de espera chegou a cinco horas em alguns momentos.

Pacientes com suspeita de dengue podem precisar de exames específicos e hidratação, o que torna o atendimento mais demorado. A Saúde de Joinville utiliza o Protocolo de Manchester, que prioriza os casos mais graves.

No Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria, pacientes esperaram 12 horas por atendimento no dia 1º. Já no dia 9, o Hospital Infantil de Joinville suspendeu cirurgias eletivas e registrou espera de até sete horas, informando estar em capacidade máxima.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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