Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Trabalhadores do Hugo relatam afastamentos e pressão após denúncias sobre cozinha

Funcionários dizem que celulares foram recolhidos em reunião e que houve ameaças de demissão por justa causa durante apuração interna.

Trabalhadores do Hugo relatam afastamentos e pressão após denúncias sobre cozinha

Trabalhadores da empresa terceirizada responsável pela cozinha e pelo refeitório do Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo) relataram possíveis represálias após denúncias sobre as condições do local. Entre os relatos estão o recolhimento de celulares, afastamentos sem explicação e ameaças de demissão por justa causa.

Pessoas que chegaram para trabalhar no sábado (19/9) foram chamadas para uma reunião de urgência. De acordo com os trabalhadores, os aparelhos foram recolhidos antes da entrada no espaço onde o encontro seria realizado. Cerca de 15 pessoas participaram da conversa, mas outros funcionários da cozinha não estavam presentes. Depois, parte da equipe teria sido afastada.

Durante a reunião, os trabalhadores foram questionados sobre vídeos que mostravam as condições do ambiente. Um novo material, gravado dentro da cozinha, começou a circular após a divulgação das denúncias e teria motivado a abertura de uma apuração interna pela empresa.

Investigação interna

Trabalhadores que não quiseram se identificar afirmaram que foram procurados pelo setor de Recursos Humanos durante o expediente. O questionamento envolvia a voz atribuída a uma colaboradora. Segundo os relatos, não foram apresentadas provas sobre a autoria da voz, e o vídeo também não teria sido exibido aos funcionários.

O RH teria informado que as imagens das câmeras de segurança seriam analisadas para identificar quem fez a gravação. A colaboradora mencionada foi orientada a sair da unidade por uma passagem nos fundos e recebeu a informação de que ficaria afastada por prazo não definido até o fim da apuração. A empresa avaliaria posteriormente se ela voltaria ao trabalho ou seria desligada.

As denúncias iniciais citavam problemas de higiene, falta de equipamentos de proteção individual e alimentos que estariam chegando em condições inadequadas. O hospital e a prestadora foram questionados sobre a reunião, o recolhimento dos celulares, os afastamentos, as ameaças de demissão por justa causa e a investigação do vídeo.

Em nota anterior, o HUGO afirmou não haver registro técnico ou evidência laboratorial de condições inadequadas na cozinha ou de relação entre o local e casos de intoxicação alimentar. O hospital também declarou que os colaboradores recebem EPIs adequados e que os equipamentos passam por verificações e manutenção.

Os trabalhadores disseram ter se sentido constrangidos e cogitam buscar orientação do Ministério Público do Trabalho e de advogados. A Atami Alimentos, responsável pelo serviço, não respondeu às mensagens nem atendeu ao contato disponibilizado. Até a publicação, não havia posicionamento oficial sobre as novas denúncias.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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