Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Ciência

Resíduo fecal tratado substitui parte do cimento em testes de concreto

Estudo indiano avaliou biochar de lama fecal como substituto parcial do cimento e registrou ganhos de resistência em algumas misturas.

Resíduo fecal tratado substitui parte do cimento em testes de concreto

Um estudo liderado pela Universidade Manipal de Jaipur avaliou o uso de biochar produzido a partir de lama fecal humana como substituto parcial do cimento. Em uma das formulações testadas, o concreto apresentou ganho de 42% na resistência à flexão em relação ao material tradicional.

Os resultados foram publicados na revista Scientific Reports em 5 de setembro. A pesquisa considera que a alternativa pode contribuir para reduzir as emissões de dióxido de carbono associadas à fabricação do cimento e oferecer uma destinação às fezes humanas produzidas diariamente.

Como o material foi preparado

Os pesquisadores coletaram resíduos fecais em uma estação de tratamento na Índia. O lodo foi seco, aquecido entre 350 e 450 ºC e, depois, moído e peneirado até se transformar em um pó fino. Esse biochar foi usado para substituir 5%, 10% e 15% do cimento nas misturas.

Os corpos de concreto passaram por avaliações de retração, resistência à compressão, resistência à flexão, absorção de água e porosidade. A formulação com 5% de biochar teve aumento de 20% na resistência à compressão e de 36% na resistência à flexão. Com 10%, os ganhos foram de 21% e 42%, respectivamente.

A mistura com 15% apresentou maior resistência durante a cura, mas seu resultado geral ficou abaixo dos obtidos pelas versões com 5% e 10%. O concreto com 5% também absorveu menos água e apresentou menor porosidade que o convencional. Na proporção de 10%, esses indicadores foram comparáveis aos do concreto usado atualmente.

Efeito durante a cura

Segundo os pesquisadores, a estrutura porosa do biochar permite que ele absorva água e a libere gradualmente durante a cura. Com isso, a água permanece disponível para reações químicas que ajudam o cimento a endurecer e ganhar resistência. O material também pode favorecer a compactação e a ligação entre os componentes do concreto.

Os cientistas ressaltam que ainda são necessários estudos sobre o desempenho desse concreto em ciclos de congelamento e descongelamento, em condições de salinidade e sob temperaturas muito altas.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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