Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Ciência

Resíduos acumulados na estiagem deixam pistas mais escorregadias sob chuva

Óleo, poeira e outros materiais podem reduzir o contato dos pneus com o pavimento no início da precipitação.

Resíduos acumulados na estiagem deixam pistas mais escorregadias sob chuva

A primeira chuva depois de um período prolongado de estiagem pode reduzir a aderência de ruas e rodovias. Resíduos acumulados no pavimento são misturados à água e formam uma camada que dificulta o contato dos pneus com a pista, aumentando o risco de perda de controle do veículo.

Entre os materiais que permanecem na superfície estão óleo, combustível, fluidos de radiador, matéria orgânica, folhas, fezes de animais e poeira. O químico Kaiki Chaves, professor de Química do Colégio Oficina do Estudante, em Campinas (SP), explica que parte dessas substâncias é hidrofóbica, ou seja, não se mistura com a água.

Quando a precipitação começa, esses resíduos podem ficar na parte superior da lâmina d’água. “É como o efeito água e óleo: o óleo fica em cima por ser menos denso”, afirma Kaiki. Com isso, o pavimento fica mais escorregadio e o atrito entre o pneu e a pista diminui.

Período de maior atenção

O risco tende a ser maior nos primeiros minutos da chuva, quando a água começa a carregar o material acumulado. Conforme a precipitação continua, a superfície fica mais limpa e tende a recuperar as condições de aderência observadas normalmente em períodos chuvosos.

A água também pode comprometer a condução por si só. Em velocidades elevadas, pode ocorrer aquaplanagem, situação em que uma camada de água se forma entre o pneu e o pavimento. Na presença de óleo e outros resíduos, esse filme pode aparecer mesmo em velocidades menores.

O tempo sem chuva e o movimento de veículos influenciam o acúmulo de materiais na via. A circulação pode deixar óleo, partículas e borracha na superfície, mas a intensidade do fenômeno depende das condições específicas de cada pista.

Curvas, descidas e cruzamentos exigem atenção adicional, principalmente durante frenagens ou manobras. Para reduzir os riscos, Paulo Cesar Marques da Silva, professor da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Engenharia de Transportes, recomenda diminuir a velocidade, ampliar a distância do veículo da frente e verificar os pneus.

Sulcos desgastados dificultam o escoamento da água, e a calibragem inadequada pode prejudicar o comportamento do veículo. Em caso de perda de aderência ou aquaplanagem, a orientação é aliviar gradualmente o acelerador e evitar uma frenagem brusca. Sob chuva muito forte, a recomendação é parar em um local seguro e aguardar a melhora das condições da pista.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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