Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Prova, edital e conteúdo em dia
Ciência

Ensino a distância já reúne mais da metade das matrículas de graduação

Dados do IBGE e do Censo da Educação Superior mostram mudanças no perfil dos estudantes e na organização da formação universitária.

Ensino a distância já reúne mais da metade das matrículas de graduação
Foto: Dragos Condrea/iStock

A modalidade de ensino a distância já concentra 50,7% das matrículas em cursos de graduação no Brasil. O dado integra o Censo da Educação Superior 2024 e ajuda a explicar como a faculdade passou a ser incorporada à rotina de pessoas que trabalham, têm responsabilidades familiares ou buscam uma nova direção profissional.

Em 2024, havia 10.227.266 matrículas em cursos de graduação, das quais 5.189.391 eram na modalidade EaD. Entre 2023 e 2024, o número de matrículas a distância aumentou 5,6%. Na comparação com 2014, o crescimento foi de 286,7%, enquanto as matrículas presenciais diminuíram 22,3% no mesmo período.

Formação superior em diferentes fases da vida

A graduação não está necessariamente ligada ao começo da vida adulta. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 20,5% das pessoas com 25 anos ou mais tinham ensino superior completo em 2024. Em 2023, o percentual era de 19,7%.

A decisão de entrar na faculdade pode ocorrer depois de anos de trabalho, seja para mudar de área, buscar uma promoção, assumir novas responsabilidades ou retomar um projeto interrompido. Também pode surgir quando o profissional percebe que precisa de uma formação específica para continuar avançando na área em que atua.

Trabalho, responsabilidades familiares, dificuldades financeiras e dúvidas sobre a carreira podem adiar o ingresso no ensino superior. Quando a graduação começa aos 25, 35 ou 45 anos, a experiência acumulada pode ajudar o estudante a relacionar os conteúdos do curso com situações conhecidas do mercado de trabalho.

As mudanças nas profissões também influenciam essa escolha. Novas tecnologias, ocupações recentes e transformações nos modelos de negócio aumentaram a necessidade de atualização. Para alguns trabalhadores, voltar a estudar passou a integrar o planejamento profissional.

Flexibilidade exige organização

A expansão do EaD pode facilitar a conciliação entre estudo e trabalho para quem tem expediente em horário comercial, mora distante de centros educacionais ou mantém uma rotina variável. A modalidade permite acompanhar parte das atividades em horários mais compatíveis com o dia a dia, mas não elimina a necessidade de dedicação.

O estudante precisa acompanhar as disciplinas, cumprir prazos, fazer avaliações e reservar períodos para estudar. Antes da matrícula, é importante verificar a matriz curricular, a estrutura do curso, os canais de atendimento, a interação com professores e as possíveis atividades presenciais ou obrigatórias.

A rotina acadêmica pode ser organizada com horários realistas durante a semana, divisão de trabalhos longos em etapas menores e acompanhamento dos prazos desde o início do período. Também pode ajudar manter um espaço adequado para concentração, avisar pessoas próximas sobre os momentos reservados aos estudos e buscar orientação acadêmica diante de dificuldades.

Como mudanças de agenda são comuns na vida adulta, o planejamento precisa permitir ajustes. Uma programação adaptável pode ser mais sustentável do que uma agenda rígida, especialmente em semanas de maior demanda profissional ou familiar.

Escolha deve considerar objetivo e rotina

Antes de escolher o curso, o estudante deve identificar o motivo que o levou a voltar para a faculdade. A intenção pode ser mudar de área, crescer na profissão atual ou concluir uma formação interrompida.

Essa definição ajuda a comparar cursos e priorizar conhecimentos. Entre os aspectos a serem analisados estão a matriz curricular, a duração, a organização das disciplinas e as formas de avaliação. No EaD, também devem ser considerados os recursos digitais, os canais de atendimento, a interação com professores e colegas e a necessidade de comparecimento presencial.

A experiência profissional pode servir como referência para compreender os conteúdos e reconhecer aplicações práticas. Por isso, a escolha da graduação envolve não apenas a formação desejada, mas também o tempo disponível e a modalidade que melhor se encaixa na rotina do estudante.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5