Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Como retirar sapos de casa sem colocar pets em risco

Anfíbios não costumam atacar pessoas, mas podem liberar substâncias de defesa quando mordidos por cães ou gatos.

Como retirar sapos de casa sem colocar pets em risco

A presença de um sapo dentro de casa geralmente não representa uma emergência. O animal procura umidade, abrigo e alimento, e pode se aproximar de residências atraído por insetos concentrados perto de luzes externas. O cuidado deve ser maior quando há cães ou gatos no ambiente.

Risco para cães e gatos

Sapos não injetam toxinas como cobras e escorpiões. Porém, possuem glândulas parotoides atrás dos olhos, que liberam substâncias de defesa quando são pressionados ou mordidos. Em pessoas, o contato pode causar irritação na pele e nas mucosas dos olhos e da boca.

O risco mais significativo ocorre quando o pet tenta caçar ou morder o anfíbio, principalmente no caso de espécies grandes, como o sapo-cururu. A absorção da substância pela mucosa da boca pode provocar salivação intensa, espuma, vômitos, agitação e alterações neurológicas.

Se um cão ou gato morder um sapo, ele deve ser afastado imediatamente. A boca precisa ser lavada com água corrente, mantendo a cabeça do animal inclinada para baixo para evitar que a água seja engolida ou aspirada. Se surgirem sintomas, é necessário procurar atendimento veterinário. Não se deve provocar vômito.

Manejo sem contato direto

A retirada deve ser feita sem tocar no anfíbio com as mãos nuas. Feliphe Novais, biólogo e professor de biologia do Colégio Sigma, em Brasília, recomenda cobrir o animal com um balde, deslizar um papelão por baixo e levá-lo para fora. “Solte à noite, em local úmido, sombreado e próximo de onde foi encontrado”, orienta.

O animal não deve ser atingido com sal, cloro, álcool ou inseticidas. Essas substâncias provocam sofrimento e podem causar a morte por desidratação ou intoxicação. Depois da retirada, é importante lavar bem as mãos.

Como reduzir as entradas

Telas em ralos e janelas, vedação das frestas de portas, limpeza do quintal e o desligamento de luzes externas desnecessárias à noite ajudam a diminuir a aproximação. A iluminação atrai insetos, que servem de alimento aos anfíbios.

O aparecimento é mais frequente no período reprodutivo, entre outubro e março, mas alterações no clima podem modificar esse calendário. Chuvas isoladas aumentam a umidade do solo e podem tirar os animais mais cedo do período de dormência da seca.

Quando o sapo está na área externa e não oferece risco a um pet, Carol Braga, bióloga e professora do Foco Medicina Vestibular, afirma que não há motivo para expulsá-lo. “É muito melhor ensinar as pessoas a conviverem com a fauna ao redor da casa”, diz.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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