NATAL — O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) abriu um procedimento para avaliar se as provas escritas do concurso da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) devem ser anuladas. A apuração foi divulgada nesta terça-feira (15), após a prisão de 11 candidatos durante a aplicação da prova objetiva, realizada no último domingo (13).
A iniciativa é conduzida pela 70ª Promotoria de Justiça de Natal. O objetivo é identificar a dimensão das possíveis irregularidades e verificar se elas comprometeram a regularidade do concurso, que prevê vagas e formação de cadastro de reserva para os cargos de policial penal e especialista em assistência penitenciária.
Suspeitas investigadas
Entre os pontos analisados estão as prisões em flagrante de 11 candidatos. Conforme o MPRN, eles são acusados de portar equipamentos eletrônicos capazes de permitir a transmissão clandestina de dados durante o exame.
O procedimento também examinará o compartilhamento de imagens em aplicativos de mensagens enquanto as provas ainda eram aplicadas. Para o Ministério Público, o conteúdo indica que o caderno de questões pode ter sido fotografado dentro de um dos locais de prova.
Documentos policiais já formalizados apontam que a banca organizadora não usou detectores de metais em todos os locais de aplicação. A apuração deverá verificar se os mecanismos de segurança foram suficientes para identificar e retirar candidatos envolvidos nas possíveis fraudes.
Informações solicitadas
O MPRN requisitou dados à Secretaria Estadual da Administração e ao Instituto Avalia para avaliar uma eventual anulação. As instituições terão prazo de 15 dias para esclarecer as condições dos locais de prova, as medidas preventivas adotadas, o uso de detectores de metais e eventual contato anterior com órgãos de inteligência e investigação.
O Ministério Público também acompanhará as investigações da Delegacia Especializada de Defesa do Patrimônio Público e do Combate à Corrupção.






