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Brasil investe US$ 5 mil por aluno, enquanto média da OCDE chega a US$ 13,4 mil

Relatório com dados de 2023 mostra diferença no gasto por estudante e explica por que percentual do PIB não equivale ao investimento por aluno.

Brasil investe US$ 5 mil por aluno, enquanto média da OCDE chega a US$ 13,4 mil
Foto: Arquivo AT

O Brasil gasta US$ 5 mil por ano com cada estudante da rede pública entre o 1º e o 5º ano do ensino fundamental. O valor equivale a cerca de R$ 26 mil e corresponde a menos de 40% dos US$ 13,4 mil registrados, em média, pelos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Os dados estão no relatório “Education at a Glance 2026”, divulgado nesta terça-feira (29), com informações referentes a 2023. O cálculo considera despesas como salários dos profissionais da educação, materiais didáticos, manutenção e funcionamento das escolas, infraestrutura, equipamentos, alimentação e segurança.

Posição do Brasil no ranking

O país ocupa a 38ª posição entre 44 países analisados nos anos iniciais do ensino fundamental. O gasto brasileiro supera o de seis nações: México, com US$ 2.703 por aluno; África do Sul, com US$ 3.141; Romênia, com US$ 3.709; China, com US$ 4.112; Colômbia, com US$ 4.279; e Turquia, com US$ 4.350.

Luxemburgo lidera a lista, com US$ 32.289 por estudante. Também aparecem entre os maiores valores Suíça, com US$ 21.890; Islândia, com US$ 21.220; e Noruega, com US$ 19.424.

Nas demais etapas, o Brasil registra US$ 5.191 por aluno, diante de US$ 10.890 na média do G20 e US$ 14.830 na média da OCDE. Em outra faixa etária apresentada pelo relatório, os valores são US$ 5.711 no Brasil, US$ 12.160 no G20 e US$ 14.099 na OCDE.

Percentual do PIB e gasto por estudante

Considerando os anos finais do ensino fundamental, o Brasil destina 1,23% do Produto Interno Bruto (PIB) à etapa. A média da OCDE é de 0,74%, e a do G20, de 0,73%. O percentual brasileiro também supera os registrados por Finlândia, com 1,15%; Estados Unidos, com 0,82%; e Luxemburgo, com 0,75%.

O relatório diferencia, porém, o esforço proporcional da economia e o valor efetivamente destinado a cada estudante. Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco, afirma que estar abaixo da média da OCDE significa ter menos recursos por aluno para enfrentar desafios maiores.

Ernesto Martins Faria, diretor-fundador do Iede, explica que o percentual do PIB indica o esforço do país, mas não deve ser usado para afirmar que o Brasil investe muito em educação. Para ele, o gasto por estudante é o indicador que sinaliza as condições oferecidas nas escolas.

Uma mesma parcela do PIB pode representar quantias diferentes em economias com níveis distintos de riqueza. Além disso, o Brasil tem, proporcionalmente à população, mais estudantes na educação básica do que a maioria dos países da OCDE, o que divide o orçamento entre mais alunos.

Nelson Amaral, da Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (Fineduca), afirma que o valor por estudante permite comparar as condições oferecidas pelos países. Os especialistas também defendem que os recursos sejam administrados de forma eficiente e direcionados às necessidades mais urgentes.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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