O Pisa 2025 mostrou que 72% dos estudantes brasileiros de 15 anos não alcançaram o nível básico de proficiência em Matemática. Em Leitura, cerca de 49% chegaram pelo menos ao nível 2, percentual abaixo da média de 69% registrada entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A avaliação internacional foi aplicada em 91 países e economias e analisou o desempenho em Matemática, Leitura e Ciências. O Brasil participou com 30.140 alunos, dentro de um estudo que envolveu 760 mil estudantes.
Desempenho brasileiro
Leitura foi a área em que o Brasil obteve sua melhor posição relativa: 52º lugar. O país ficou atrás do Chile, em 37º, e do Uruguai, em 42º. Os estudantes que atingem pelo menos o nível 2 conseguem compreender e interagir com textos simples do cotidiano.
Em Matemática, o Brasil ficou em 71º lugar. A pontuação foi de 377 pontos em 2025, dois pontos abaixo da nota de 2022 e 86 pontos distante da média dos países da OCDE, de 463 pontos.
Apenas 28% dos alunos brasileiros alcançaram o nível 2 de proficiência em Matemática, ante 65% na média da OCDE. Esse nível envolve interpretar matematicamente uma situação simples, como comparar a distância entre duas rotas ou converter moedas diferentes.
A neuropsicopedagoga Geovana Mascarenhas afirmou que os resultados devem ser vistos como um alerta sobre a qualidade da aprendizagem. “As escolas devem identificar precocemente as dificuldades e intervir antes que elas se transformem em defasagens maiores”, disse.
O que é avaliado
O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes é conduzido pela OCDE e mede se jovens de 15 anos conseguem aplicar conhecimentos e habilidades para resolver problemas e lidar com situações do mundo real. O estudo é realizado a cada três anos, e o Brasil participa desde 2000.
Em Matemática, a prova avalia a capacidade de usar e interpretar conhecimentos no cotidiano, e não apenas o domínio de fórmulas ou conceitos. Em Leitura, verifica habilidades como compreender a informação principal de um texto e fazer uma análise crítica do conteúdo.
Pela primeira vez, o exame também avaliou a competência de aprendizagem no mundo digital, relacionada à capacidade de resolver problemas com ferramentas computacionais.








